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quarta-feira, 27 de abril de 2011

AS BOAS FESTA NA NOSSA ALDEIA - CORTECEGA.

Na minha aldeia ainda se mantém a tradição da Páscoa dos nossos antepassados. Assim no Domingo passado por volta das 19 horas lá estavam as pessoas da aldeia à espera dos Senhores que vinham dar as Boas Festas e comemorar a ressurreição de Jesus Cristo.

Toda a gente da aldeia se juntou para acompanhar o compasso de casa em casa, que este ano teve uma novidade: em cada casa foi lida e deixada uma oração enviada pelo nosso padre Carlos, a qual cito:
“Pai Santo, derramai a vossa bênção sobre esta casa e os que nela habitam, para que não lhes falte a saúde, a paz, a alegria e o pão de cada dia Amem”.


No final fomos todos rezar uma oração à capela em honra da nossa senhora mãe de Jesus que tanto sofreu ao ver o seu filhoses o ser crucificado por nós: A qual transcrevo:
“Senhor,
Nós agradecemos a tua generosidade pela vinda à terra, exemplo e doutrina que nos deixaste e sobretudo pela tua entrega por nós.
Ajuda-nos no dia-a-dia a amar-vos mais, a amar-vos acima de todas as coisas, para um dia ressuscitarmos gloriosamente e vivermos contigo para sempre.
Maria Santíssima seja sempre nossa Advogada….Pai Nosso e Avé Maria.

De seguida fomos à casa de convívio onde nos esperava um lanche e filhós acabadas de fazer. Quentinhas estavam uma delicia…
Foi um resto de tarde maravilhoso, de alegria e convívio, não fosse ali a minha aldeia. Mais uma vez vai ficar na minha memória este dia.
Para os visitantes e amigos deste blog., aqui ficam algumas fotos. Clique em cima das mesmas para ver em tamanho normal.


A chegada do Compasso....


As entradas das casas enfeitadas de rosmaninho e alecrim.


Primeiro entram as pessoas, depois o compasso...


O saco do Dinheiro e a bênção da 1ª casa: A dos meus Padrinhos.


Na sala da casa da minha familia na aldeia.....


Sr. Vitó a descansar.... Pelas Ruas da Aldeia....



A caminho da capela ... Toca o Sino....



As filhós, quentinhas e um saboroso lanche de convivio.

terça-feira, 1 de março de 2011

TRADIÇÃO ALÉM FRONTEIRAS

Mais uma vez aqui publico umas fotos que me foram enviadas via e-mail pela Fernanda, esposa do Joaquim e segundo ela me disse é o ensaiador deste rancho que já existe há 27 anos. A família que começou na tia Alice e seu marido (já falecido), depois entraram as filhos a Fátima, Anabela e Joaquim, e agora os netos Zumero e Lou-Anne (filhos do Joaquim).
Não duvido que o bichinho do folclore já ia no sangue quando abalaram para França à procura de uma vida melhor. Obrigada a todos por representarem a nossa terra e Portugal.

Aqui ficam as fotos enviadas, clik em cima das mesmas para ver em tamanho normal.

Fernanda, Samuel e Joaquim

Zumero e Lou-Anne

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

FOLCLORE ALÉM FRONTEIRAS

Cada vez mais sinto orgulhos na minha terra e nas suas gentes.
Hoje em especial a vocês queridos amigos por levarem além fronteiras o nossas folclore. Ver mãe, filhas e neto, os três primeiros nascidos na nossa linda aldeia de Corteçega. Trajados como os portugueses se vestiam antigamente é emocionante ver.
Há muito que estava para fazer esta pequena homenagem em por estas fotos no blogue da nossa terra, pois são gentes de lá que pertenceram ao nosso rancho folclórico fundado em 1971.
Em França continuam a honrar os nossos costumes e o nosso país.

Bem hajam tia Alice, Anabela, Fátima e seu filho Toni.

Alice, Fátima, Toni filho da da Fátima e Anabela.

Fátima e seu filho Toni

Anabela com um trage bem português

Danças bem portuguesas

Nota: Fotos rectiradas do facebook.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

NOTÍCIA SOBRE CORTECEGA

Aqui publico a notícia que saiu no JORNAL O VARZEENSE sobre o evento realizado em Cortecega.
Cortecega estará sempre disponível para vos receber e poder contar com o vosso meio de comunicação para dar a conhecer o que se passa nesse nosso lindo concelho de Góis.
Um bem-haja há equipa que trabalha e faz com que noticias como esta sejam lidas por centenas de pessoas aqui e alem fronteiras.
Clike em cima da noticia para a poder ler em tamanho maior








sexta-feira, 19 de novembro de 2010





No âmbito da blogagem de Novembro do blog. “ALDEIA DA MINHA VIDA" deixo aqui mais uma historia da minha aldeia, Quem gostar e quiser, pode votar ou comentar a mesma no http://www.aldeiadaminhavida.blogspot.com/ .








"A MINHA RUA"


" PLACA DA "RUA DO SOBREIRO"


Casa familiar e o Local onde antigamente existiu o Sobreiro. Hoje é um pequeno jardim.


Rua da quelha ----------------- Rua do Sobreiro

Como se de um sonho se tratasse, tenho na minha mente ainda memórias, de um lugar que foi sem dúvida, um marco importante na história da minha aldeia, o tão conhecido ‘’ Sobreiro ’’.
Este sobreiro existiu mesmo junto à porta da casa dos meus avós maternos, Uma casa muito grande (tipo casa senhorial) que mais tarde foi dividida pelos meus tios e pela minha mãe, e que hoje é a minha casa de família, ou seja minha e dos meus irmãos deixada pela minha mãe. Mesmo ali em frente existiu um sobreiro que ficava à beira da estrada, em terra, que ligava Góis à aldeia da Cabreira e outras aldeias seguintes.

Debaixo deste sobreiro existia um banco grande em pedra para as pessoas que iam a pé à vila de Góis, e aquando ali passavam já cansadas de tantas horas, por vezes demoravam um dia a ir e voltar, a pé debaixo de sol quente, se sentavam para descansar à sombra do mesmo. Mas havia mais, a minha avó Jacinta era conhecida por ser uma mulher muito bondosa. Ela não podia dar muita coisa pois tinha 9 filhos para criar, mas tinha sempre uma caneca de água para dar aos que ali paravam para matar a sede, embora a tivesse de ir buscar bem longe em cântaros à cabeça, e também um bocado de broa para matar a fome, pois eram tempos muito difíceis. Se estava a chover muito e as pessoas vinham molhadas tinha a lareira acesa para enxugar as suas roupas e aquecer os seus corpos. Depois, já quentinhos, estes seguiam em direcção ás suas casas. A minha avó ficou conhecida pela ti Jacinta do Sobreiro.

O tempo foi passando e o sobreiro apodreceu. Mais tarde com as obras das ruas, o resto (o touco) do sobreiro foi destruído. Este local ficou conhecido pelo Sobreiro e mais tarde foi dado o nome àquela rua, a Rua do Sobreiro.

Quando a minha avó Jacinta partiu, a da minha querida mãe herdando a bondade da minha avó passou a fazer a mesma coisa, ajudava quem ali passava.

Já no meu tempo de juventude ali fiz um jardim mais a minha tia Hermínia. Já com a estrada alcatroada foi colocado um banco à minha porta onde as pessoas se sentavam, e ainda hoje se sentam, para conversar, a minha mãe vinha à porta perguntar se queriam alguma coisa. Muitas vezes ali se bebeu café da púcara quentinho e uma fatia de broa com o que havia para acompanhar.

No verão quando as pessoas, vindas de Lisboa visitavam a aldeia para passar férias, estas juntavam-se à noite, no local onde existiu o Sobreiro, colocavam mantas no chão e partilhavam até às tantas da madrugada as suas histórias de vida.

Nós os jovens da aldeia, e não só, ali nos juntávamos à noite para conversar, olhar as estrelas, tocar viola, concertina, escrever quadras para mandar nas cartas aos namorados, e outros, para namorar.

A minha história não é de nenhum autor conhecido da praça, mas conta a particularidade de um local, uma rua que ainda hoje está cheia de magia. A minha rua não é uma rua qualquer, sem passado nem história. É parte de mim. Se hoje sou feliz e tenho toda uma bagagem de vida, foi porque a minha rua promoveu minhas primeiras necessidades sociais, educacionais e fez-me crer em sentimentos verdadeiros.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"O MEU CASTELO PREFERIDO"

Mais uma vez foi publicado uma história sobre um monumento do nosso lindo concelho-Gois. Esta história inscrita por mim foi publicada no Blog http://www.aldeiadaminhavida.blogspot.com/., cujo o tema da blogagem de Outubro era “O Meu Castelo Preferido.
Só a vou aqui publicar aqui por causa de um dos comentários deixado nesse blog sobre esta minha pequena historia. Achei-o muito bonito e resolvi partilha-lo com vocês caros amigos e leitores.
Aproveito mais uma vez para agradecer ao seu autor Sr. João Celorico, do blog. http://salvaterraeeu.blogspot.com/ que já anteriormente tinha comentado outras histórias sempre através de poesia.


Um encantador Castelo...da Vila de Góis

Este mês o tema é “O meu Castelo Preferido ’’. Pensei de imediato falar de um dos vários castelos existentes em Sintra que já visitei, e onde moro. Mas, pensando melhor, porque não falar e dar a conhecer o pequeno mas encantador Castelo existente na minha linda Vila de Góis? Assim aqui fica uma pequena história deste castelo.

A capela do Castelo é uma construção manuelina coroada de merlões e composta de dois corpos desiguais abobadados sobre nervuras. Das paredes brancas, sobressai a cantaria. Sobre a porta, está representado um brasão de armas. Dentro da capela apenas é digno de nota o retábulo que contém a imagem de Nossa Senhora da Encarnação.

Esta capela foi construída no século XVI, por vontade de D. Luís da Silveira, 17º Senhor de Góis e 1º Conde de Sortelha. A capela sofreu, no entanto, uma série de transformações aquando da sua recuperação, na primeira metade de novecentos. Assume posição de destaque do alto do morro do Castelo, de onde pode apreciar-se bela vista sobre a Vila de Góis e as montanhas que a rodeiam. No seu interior, encontra-se a imagem de Nossa Senhora de Fátima, que é usada todos os anos na Procissão das Velas, que se realiza nos dias 1 e 31 de Maio: no dia 1 a imagem é transportada até à Igreja Matriz, no dia 31 a imagem regressa ao local de origem.

Diz-se que a Capela foi construída com os antigos materiais de uma fortaleza que ali existe.

Um local que a mim me diz muito pois ali passei, na minha juventude, bons momentos, onde namorei com o meu marido e mais tarde foi neste jardim que tirei as fotos do dia do nosso casamento, pois tem um jardim lindíssimo. A vista panorâmica sobre a linda vila de Góis, o Rio Ceira que passa a seus pés, de onde se pode ouvir as águas cristalinas descendo de pedra em pedra, a espada de S. Tiago, trabalhada na própria encosta da Serra do Rabadão. O Parque de Campismo que se encontra mesmo em frente à escadaria principal da Capela do Castelo, onde eu já tive o privilégio de passar uma noite num dos bangalows ali existentes. Ao acordar vinha à porta, que está virada para o castelo.

E assim aqui fica a minha pequena historia para a blogagem de Outubro.

Comentário:
Olá, Eugénia!
Vou guardar a minha curiosidade de saber que castelos são esses que a Eugénia conhece em Sintra e que eu desconheço!
Posto isto, vou comentar apenas o texto.

Eugénia foi ao castelo
mas então que viu ela?
No lugar dum castelo
viu uma linda capela!

Num retábulo, digno de nota,
esta manuelina construção
tem, para a gente devota,
a Senhora da Encarnação!

Também, na sua juventude,
nos diz ali ter passado
bons momentos, amiúde.
Ela e o seu conversado.

Recorda bem cada momento
e, do jardim, suas flores
gravou, no seu casamento,
em belas fotos. A cores!

E lá em baixo o rio Ceira
de tão cristalinas águas
ia correndo, sem canseira
cantarolando nas fráguas.

De Santiago a espada,
é realidade ou visão,
na encosta, trabalhada,
da Serra do Rabadão.

É uma história pequena
mas podia ser comprida.
Posta em escrita amena,
é uma história da vida!

Abraço,
João Celorico

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES (CORTECEGA 2019)

Amigos:
Mais um ano e já passaram as Festas de Cortecega e a Concentração dos Motards, mais tarde falarei da concentração .

Em primeiro vou vos falar um pouco das nossas festas que decorreram dia 31 de Julho e 1 de Agosto.

Como já todos já pudemos verificar, as festas já não são o que eram antigamente. Já não estão cheias de gente que vinha das aldeias vizinhas para se divertirem. Agora são praticamente feitas com o povo das próprias aldeias e visitantes que ali passam férias, mas isto repete-se em todas as terras, uma vez que no mesmo fim-de-semana são várias as aldeias em festa.
Na minha terra correu muito bem e houve convívio, animação e muita alegria.

Panorâmica do Recinto da Festa

O Baile


O sábado começou cedo com a corrida ao forno de lenha para cozer a broa e a chanfana, A tia Celeste e eu às 6horas da manhã Já a lenha ardia no forno.

A Chanfana (carne de cabra velha)

Por volta das 11 horas fomos assistir à missa em Honra da Nossa Senhora das Neves (padroeira da aldeia) seguida de procissão. Seguiu-se o almoço em família.

Saída da procissão

Nossa Senhora das Neves

Durante a tarde ouve jogos tradicionais. A noite foi abrilhantada pelo conjunto Santisabel de Coimbra, até de madrugada, onde não podia faltar o tradicional leilão feito pelas já conhecidas senhoras, Júlia e Dina, que no final tiveram como recompensa cantar ao lado do conjunto, como se de duas profissionais se tratassem (bem... sempre com a ajudinha da cantora que dizia! meninas a letra está ali...)


Meninas...a letra está aliiiiiiiiii.

Agora meninas mostrem o que sabem...

A Júlia e a Dina a leiloarem uma garrafa ...Quem dá mais!!! está em 20 euros...


Conjunto "SANTISABEL"

Domingo começou cedo com a preparação do almoço de convívio que se realizou por volta das 13 horas, onde estiveram presentes cerca de 150 pessoas.

Panorâmica da sala na hora do almoço

Os Voluntários do grelhador

Lavem bem os tomates e a alface meninas.....

A Tia Celeste e a Julia a chegarem por volta das 6/7 horas da manhã, responsáveis pelo almoço ...

(E como eu era a fotografe, não tenho direito a fotos...)

Podemos contar com pessoas que vieram de Santa Clara (Coimbra) para passarem um dia na nossa terra. Vieram numa camioneta cedida pela Junta de freguesia de Santa Clara, (cerca de 30 pessoas) ficando desde já o nosso obrigado a todos e esperamos que para os proximos eventos possamos encontrar-nos novamente.

Adeus até à próxima

O Grupo

A chegada do grupo

A tarde foi passada em grande animação. Após o almoço seguiram-se jogos tradicionais e a tradicional sardinhada acompanhada com as nossas já indispensáveis Papas de Milho à moda antiga. A noite terminou já a altas horas da madrugada.

As papas acompanhadas pelas sandinhas à moda antiga... (simplesmente delicioso)

A sardinha ( obrigada às senhoras de Coimbra que nos assaram as sardinhas...)

A Júlia devolta das Papas já quase cozinhadas

As couves a cozer para as papas


Mais uma festa se passou e a todos queremos agradecer a honra da sua presença.

ATÉ PARA O ANO….

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"