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segunda-feira, 15 de março de 2010

SACRAMENTO DO CRISMA EM GOIS

Este fim-de-semana fui à minha aldeia. Foi fantástico, os dias estavam lindos. As manhãs um pouquito frias mas o sol durante o dia aquecia a nossa alma.
Foi bom reviver o Sacramento do Crisma em Góis, e tendo o privilégio de voltar a ser madrinha da minha afilhada, foi excepcional, pois quando a baptizei foi uma escolha dos pais, agora já adolescente foi uma decisão dela própria consciente no caminho da evangelização e da fé, o que me deixa cheia de orgulho. Há muitos anos que não assistia a este sacramento na linda Igreja Matriz de Góis. Foram mais de 100 crismandos, sinal de que a fé permanece no coração destes jovens e menos jovens.

O que é o sacramento do Crisma?

O Crisma é a confirmação do Baptismo. Além disso, é a proximidade maior com a Igreja e a fé cristã e também o momento em que se acrescenta o dom do Espírito Santo. A Crisma é o sacramento do cristão que está amadurecendo na fé. Este é um dos sacramentos que oferece maiores oportunidades para a evangelização dos jovens. Vem do latim "confirmare", confirmação tem o sentido de consolidar, firmar o cristão na fé. Não há idade para a pessoa ser crismada, basta ela saber se está com total maturidade para se tornar cristã.
Pelo Baptismo nós nascemos, pela Crisma nós crescemos na vida da graça.

O SR. BISPO DE COIMBRA QUE PRESIDIU À CERIMÓNIA

ALTAR DA IGREJA MATRIZ DE GÓIS

terça-feira, 9 de março de 2010

A ALDEIA ONDE CRESCEU O MEU PAI...

Meu pai ( Arlindo de Santa Cruz)

Tal como prometido, aqui publico o texto que fiz sobre a aldeia onde nasceu o meu pai e que vai estar a concurso no blog http://www.aldeiadaminhavida.blogspot.com/. a partir do dia 14/3/2010, Visite, desfrute da leitura e vote no seu texto preferido.

Escrever algo sobre a aldeia onde o meu pai nasceu não é difícil, pois é das aldeias mais bonitas de Portugal, é a minha aldeia. Mas antes quero falar do maravilhoso ser que era o meu Pai de nome Arlindo Santa Cruz. Nasceu a 17 de Março de 1932, um dos mais novos de sete irmãos. Homem de estatura baixa, lindos olhos azuis, amigo de todos. Para o meu pai tudo estava bem, de um coração do tamanho do mundo, estava sempre pronto a ajudar o próximo, um grande pai.
O meu pai morreu muito novo, mas deixou-me muitas mensagens (valores) que ainda hoje regem a minha vida, uma delas tem a ver com o dia em que saiu de casa para honrar um compromisso e não mais voltou. No dia anterior tinha se comprometido após muita existência por parte de o antigo patrão em o ir desenrascar e acabar umas janelas que só ele sabia fazer, pois era um excelente marceneiro. No dia seguinte, acordou muito doente e a minha mãe disse-lhe:
-Arlindo não vás trabalhar, estás tão doente! Nós cá nos arranjamos sem esse dinheiro.
Ele respondeu:
-Mulher, eu comprometi-me e já o meu pai dizia que vale mais a palavra que o dinheiro e eu quero honrar o meu compromisso.
Foi ao nosso quarto despediu-se dos filhos e prometeu trazer (chaços) rebuçados. Morreu nesse dia, atropelado por uma mota ao regressar do trabalho.

O meu pai, rumou a Lisboa nos anos 40 para trabalhar numa carpintaria no alto de S. João: “CARPINTARIA MELÃO”. Entretanto, como gostava da minha mãe regressou a aldeia para casar. Mais tarde a minha mãe e a minha irmã mais velha vieram ter com meu pai a Lisboa, mas um ano depois regressaram novamente à aldeia. Foi trabalhar para a oficina que se mudou de Lisboa para Góis e ali viveu até dia 30 de Setembro de 1976 dia em que faleceu. Tiveram 6 filhos, quatro rapazes e duas raparigas.

Falar da aldeia de Cortecega, é dizer que é uma aldeia pequenina, situada no interior de Portugal a 4 km da linda vila de Gois, seu concelho, a 40 km da Cidade dos (Doutores) Coimbra, seu Distrito. Tem o privilégio de estar rodeada de vales e montes verdejantes, casas de Xisto, pintadas de branco, amarelo e azul, ruas e caminhos limpos. O Rio Ceira passa a seus pés com suas águas límpidas e cintilantes.
Recebe vem quem a visita, agora com poucos habitantes. Mas, já teve muita gente, chegou a haver um grupo folclórico com cerca de 30 elementos todos desta aldeia, éramos todos família, porque todos os irmãos/ãs do meu pai casaram com irmãos/ãs da minha mãe, outros casaram com pessoas da terra, assim, mais tarde os seus descendentes era quase tudo família.
A vida nos anos trinta nas aldeias era muito difícil. Os jovens raramente iam a escola, tinham de trabalhar no campo ajudando no cultivo das terras e guardar o rebanho. Às vezes, quando tinham fome, ordenhavam uma cabra e bebiam o leite com a broa que levavam na sacola. Como não havia energia eléctrica na aldeia, tudo era feito à luz da candeia a petróleo. A água era transportada em bilhas que eram enchidas no chafariz da aldeia.
A alimentação nas aldeias baseava-se no feijão, grão, batata, hortaliça e pão, trigo e milho que eram produzidos pelos próprios habitantes. A carne de galinha e de porco que criavam durante o ano eram as carnes mais consumidas.
Usavam roupa às vezes com remendos, andavam descalços ou usavam botas fortes, feitas nos sapateiros da aldeia, com sebo para não molhar os pés quando ia para o mato ou para o campo. Tinham que ir apanhar mato para pôr nos currais dos animais e depois tiravam o estrume para fertilizar as terras. Era assim a vida nas aldeias onde viveu o meu pai.

Os seus habitantes foram sempre muito unidos. São estes que ainda hoje tudo fazem para que a sua terra tenha as condições necessárias para receber bem quem a visita. Foi construída uma hospedaria “HOSPEDARIA TREPADINHA” com a força vontade e muito trabalho, (pode consultar as fotos no meu Blog). Ao longo do ano são realizados vários encontros, sempre com almoços e festa. As mais relevantes são Festa de N. S. das Neves no primeiro fim-de-semana de Agosto, o Almoço da Amizade em Março/Abril, os Motardes em Agosto, encontro de concertinas e almoço das vindimas em Outubro entre outros.

E, assim fiz um pequeno texto retratando um pouco a aldeia onde nasceu e cresceu o meu pai.

Eugénia Santa Cruz

sexta-feira, 5 de março de 2010

DIA 8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

MULHER "MINHA MÃE"
Embora eu ache que dia da mulher é todos os dias, não posso deixar passar este dia ( uma vez que ele existe) para homenagear todas as mulheres deste mundo. Mas, este ano quero em especial homenagear a mulher que foi a minha MÃE, através deste meu simples poema.

Neste dia da Mulher
Não posso deixar passar
Sem algo escrever
E ao mundo gritar
Que tu foste o mais Belo ser.

Foste mulher e minha mãe
Com o teu jeito doce de amar
Representaste bem o teu papel de mulher
Com um instinto de bicho, protegias as tuas crias
Ao coração de todos conseguias chegar

Obrigado mulher e mãe
Por tudo o que me ensinaste
Hoje sou o que sou
Porque ao mundo me deitaste

Ser mãe e mulher, parecem condições óbvias
Mas não são fáceis de desempenhar da melhor maneira.
És a minha referência de mulher
Deixaste-me o mais puro do saberes:
Nunca deixar de ser verdadeira.

Ser Mãe e Mulher, é jornada dura.
É um dom que Deus te deu.
Tu soubeste honrar este dom
E ensinaste-me a honrar o meu.

Ser mulher é renascer a cada segundo
É perdoar mesmo sem querer
É entender todas as mazelas do mundo
Ser mulher é atingir o "COMPREENDER".

Um beijo para todas as mulheres e mães deste mundo.

Poema: Eugenia Santa Cruz

quinta-feira, 4 de março de 2010

DIA DO PAI


Texto publicado no blog dia 14/3/2010 na http://www.aldeiadaminhavida.blogspot.com/. Visite, desfrute da leitura e vote no seu texto preferido.
Pode ler o texto brevemente publicado neste blog com o titulo "Aldeia onde cresceu o meu pai", aqui muito mais desenvolvido pela razão de na blogagem colectiva o texto estar limitado a 25 linhas e falar do homem que foi o meu pai é impossível em 25 linhas.
É perfeitamente compreensível estar limitada, pois muita gente vai querer falar do seu PAI.

OBRIGADO


Caros amigos!

Obrigado a todos os que têm ajudado a continuar este espaço onde partilho histórias da minha aldeia. Seja com textos, fotografias, comentários ou com as suas passagens por este blog, que para mim é um orgulho, pois fala da minha ALDEIA.
É muito gratificante poder ver o nosso trabalho reconhecido, mesmo que seja uma critica não faz mal, pois é com elas que crescemos.

Fazer o que gostamos já é muito gratificante, mas ser vencedora do Prémio de Melhor Bloguista do mês de Fevereiro é mais um incentivo para continuar a escrever neste simples espaço, e continuar a participar na excelente iniciativa que desde há muito a “Aldeia da Minha Vida” proporciona a todos os que querem participar, cujo o seu link é:
Http://www.aldeiadaminhavida.blogspot.com/

"A vencedor/a do Prémio de Melhor Bloguista é:

Eugénia Santa Cruz, do blog Cortecega - Notícias da Minha Terra

Esta menina, ferrenha corteceguence, representa nobremente a sua terra. A merecida surpresa que temos para ela é: o livro “Calor”, de Miguel Ângelo. "
Texto retirado do blog "aldeia da minha vida"

Um bem haja a todos.

JARTAR CONVÍVIO DOS JOSÉS

Dia 19 de Março do corrente ano, vai realizar-se mais um Jantar dos "JOSÉS" pelas 19h30, na Associação Desportiva e Cultural de Cortecega.

Ementa:
Entrada, aperitivos, sopa serrana, caldeirada de borrego, vinho B/T, doce e fruta, café e digestivos e Bolo de Aniversário.

Inscrições nas listas afixadas ou através dos contactos: 917641373 - José Chanches ou 9147473493 -José Miguel. Não falte!.....

POEMA "José"
José, que nome mais lindo,
Tanto significado tem.
O nome de Jesus,
Dado por sua Mãe.

Cortecega cá vos espera,
Com a sua simpatia.
Para vos proporcionar,
Um dia cheio de alegria.

Ao toque das concertinas,
Dos copos cheios de vinho,
Vai ser um dia bem passado
Mas, cuidado Senhores Josés
Ao regressarem a casa, olhem bem o caminho.

Aos Josés de todo o mundo,
Desejo todo o bem .
E que para o Ano,
Haja Almoço também.
Poema de Eugénia Santa Cruz

quarta-feira, 3 de março de 2010

ALMOÇO DA AMIZADE 2010

Há semelhança dos anos anteriores, vai realizar-se no dia 3 de Abril do corrente ano mais um ALMOÇO DA AMIZADE, promovido pela Associação Desportiva e Cultural de Cortecega.

O almoço está marcado para as 13 horas, com ementa surpresa. A comida será cozinhada com produtos da terra e pelos/as já famoso/as cozinheiras da terra que a todos tem deixado com água na boca.

A tarde será cheia de emoções e haverá jogos tradicionais, baile ao toque dos concertistas da terra e outras coisas mais. Aparece e tráz mais um amigo, pois o teu amigo é nosso amigo também.

POEMA “A AMIZADE”

Bem vinda é a amizade
Que faz o coração ficar cheio de alegria
Enorme é a felicidade
De sentir a sua magia.

Nem sempre se está contente,
Nem com boa disposição,
Mas a amizade traz sempre algo diferente,
Traz calor ao coração.

Ir um dia visitar uma amiga,
A uma ilha de encantar,
Poderei até ficar com preguiça
Mas um abraço lhe vou dar.

Provo uns belos docinhos,
Bebo um doce licor,
E com bastante doçura,
Falamos e rimos sentindo um grande calor.

É um calor de amizade
Cheio de carinho
E com facilidade
Se sente muito miminho.

É esta amizade
Que sempre se pode sentir
Mesmo estando muito longe
Sempre há razão para sorrir.

segunda-feira, 1 de março de 2010

NASCIMENTOS


Um nascimento representa o princípio de tudo, é o milagre do presente e a esperança do futuro, as flores têm uma cor especial, os pássaros cantam mais, o sol brilha com uma nova força e as estrelas sorrirão.
Na aldeia de Cortecega tudo isto se tem passado pois a aldeia está mais completa com os nascimentos dos seus novos membros, filhos de jovens casais que de alguma maneira estarão sempre ligados a esta terra.
Assim é com muita alegria que escrevo aqui os nomes e data dos que nasceram nos últimos dois anos:

• Ricardo Jorge, nasceu em 20-8-2008.
• Maria Inês, nasceu em 9-10-2009.
• Beatriz Bandeira, nasceu em 22-3-2009.
• Tomás Bandeira, nasceu em 13-12-2009.
• Francisca Santa Cruz, nasceu em 17-01-2010.

O milagre de um nascimento é um tesouro único para uma mulher. Felicidades a todas as mães e pais.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ACTUALIDADE INSEGURA

Há males que vêm por bem
Mas coitado do tal vintém
Que anda tão procurado;
É ver as Seguradoras
Que dele são detentoras
E, no fim, não dão fiado.

A tragédia da Madeira
Que ouço à minha beira
É disso o testemunho:
Não cobrem a maioria
Dos desastres dum só dia
Nem abrem todo o seu punho.

Tantos meses a descontar
Para se amealhar
Um futuro prometido,
Mas, na hora da aflição,
Quebram as linhas, então,
Do "tesouro" adormecido.

São as linhas miudinhas
Do contrato, andorinhas,
Que só de lupa se lêem;
Depois é o que se vê,
É um tal "não sei o quê"
E desânimos a crescerem.

Poema de Rosa Silva ("Azoriana")

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"