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segunda-feira, 28 de junho de 2010

"SER BOMBEIRO"


Ontem dia 27 de Junho os Bombeiros Voluntários de Sintra festejaram mais um aniversário, 120 anos ao serviço de todos nós.
Nada mais justo que existir um dia especial para comemorar o trabalho importante desses homens e mulheres que tantas vidas salvam e estão sempre prontos para apagar pequenos e grandes incêndios.
Alem de outros momentos importantes ao longo deste dia, não posso deixar de falar no desfile destes grandes e pequenos homens e mulheres que desfilaram desde os Bombeiros de S. Pedro de Sintra até ao seu quartel em Sintra.
Senti um orgulho enorme ao ver aquele desfile e saber que ali se encontrava a minha filha, confesso que ainda não estou totalmente habituada a ideia de ela ser bombeira, mais por medo, pois tenho muito orgulho na minha filha.
Alguém disse um dia: “ Bombeiro a mais exacta tradução de ser "humano". E a minha filha é um grande ser humano.

A Bombeira da frente (minha filha Rita)

Filha a maneira que encontrei de te homenagear por seres Bombeira e teres terminado a tua escola de Bombeira de 3ª., a qual vais passar a integrar a partir de Setembro, (pois só em Agosto fazes 18 anos e só depois podes passar a Bombeira de 3ª) e deixar-te aqui um simples poema feito por mim.

És bombeira por vocação
Levantaste cedo sem reclamar
Vou te levar ao Quartel
Para vidas ajudares a salvar

Quando um dia me disseste
Mãe para Bombeira Voluntaria quero ir
Eu estremeci por dentro
Pois sabia o que estava para vir

Ao lado da minha mãe sofri
Ao ver o seu sofrimento
Meus irmãos eram Bombeiros
E eu não queria passar por igual momento

Também Ajudei a apagar fogos
Que devoraram as nossas serras
Noites e dias sem descansar
Sei do perigo que corres

Tu disseste, mãe tenho de ir
O meu coração pulsa no meu peito
Prometo-te ter muito cuidado
E voltar sempre para o teu leito

Sei que muitas vezes sem comer
Corres pró hospital
Levando pessoas doentes
Para as poderem salvar

Chegas a casa, cansada mas feliz
Uma felicidade contagiante
Quando começas a contar
O teu dia desgastante

Demorei a aceitar
Essa tua decisão
Ainda hoje me dói
Quando sais em missão

Não penses que não tenho orgulho
Mas o coração de mãe fala mais alto
Quando sais para uma missão
O meu coração fica logo em sobressalto

Sinto orgulho em ser Mãe
Desta filha que Deus me deu
Põe a vida dos outros em primeiro
Pensando também nos seus

Nossa Senhora Olha pelos Bombeiros
Nas horas de maior aflição
Que nada mal lhe aconteça
Protege-os com o teu doce coração

domingo, 27 de junho de 2010

FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES " CORTECEGA"

Como já aqui publiquei no dia 25 de Maio e á semelhança dos anos anteriores vai realizar-se dias 31 de Julho e 1 de Agosto do corrente ano, as festas em honra de Nossa Senhora das Neves.

Assim deixo aqui o Pospecto, clique em cima do mesmo para o ver em tamanho real:

CORTECEGA “ALDEIA EM MOVIMENTO”


Fui convidada para estar presente no primeiro encontro de blogger a realizar no dia 10/6/2010 em Trancoso. Este convite foi uma surpresa para mim, pois, quando criei este espapaço em 2008 a minha intenção era falar um pouco da minha aldeia e das actividades ali realizadas ao longo do ano.
Embora este evento se realiza-se a mais de 390 Km da minha residência nada me podia impedir, aceitei a agarrei esta oportunidade para vos poder falar e mostrar o quanto é lindo o sítio onde nasci e as maravilhas da Natureza que o rodeiam.
Mas tudo isto não seria possível sem a ajuda do meu marido e filhas e amigos. A todos muito obrigada.

A Origem do nome da aldeia de “Cortecega”
Existe uma divertida história antiga acerca da origem do nome da aldeia. Conta-se que a aldeia se chamava apenas ‘Corte’. Mas uma vez, há muito tempo, um residente da aldeia deslocou-se para o mercado de Góis para aí comprar uma suína. No regresso a casa, reparou que a suína era cega. Assim o aldeão disse para o animal:”Caminha para Corte, cega!” Conta a história, que daí em diante, a aldeia ficou conhecida como Cortecega.
No entanto, no Censo de 1527, a aldeia está identificada como ‘Cortecega’, com cinco fogos. Face a estas informações, a história antiga é muito provavelmente um conto imaginativo, mas que apresentamos como uma curiosidade engraçada.

Onde fica:
Situada no coração de Portugal, é uma pequena aldeia do concelho de Góis, Distrito de Coimbra, região Centro e sub-região do Pinhal Interior Norte. Fica a 4 km da vila de Góis e a 45 km da cidade de Coimbra. Tem o privilégio de estar rodeada por vales e montes verdejantes e é constituída por uma mistura encantadora de velhas e novas casas, umas ainda de xisto, outras pintadas de branco, amarelo e azul. A Rua Principal desce ziguezagueando para uma velha praça por entre edifícios de xisto. A aldeia tem um ambiente activo e cheio de vida.

Actividades:
Ainda que a aldeia tenha poucos habitantes (11residentes permanentes) apresenta um ambiente activo e com a dinâmica própria do mundo rural. As pessoas tratam das suas tarefas diárias e param para conversar uns com os outros. Os habitantes são, na sua maioria, idosos pensionistas, mas que praticam agricultura de subsistência ou agricultura familiar, cuidam dos animais e ainda cozem a broa no forno de lenha. Rara é a família que não tem uma parcela de terra ocupada por batatas, alfaces, couves de diversos tipos, feijão (seco e verde), milho, trigo, árvores de fruto: cerejeiras, macieiras, pereiras, videiras... Muitas famílias desta aldeia fazem também criação de animais: ovelhas, cabras, galinhas, abelhas, resultando daí inúmeros benefícios, por exemplo, carne, mel leite, ovos, bem como a produção de estrume que é um excelente fertilizante dos terrenos agrícolas.
Há uma capela no meio da aldeia, dedicada à Nossa Senhora das Neves e a antiga ‘Eira do Povo’ que depois de restaurada é agora a área das festas verão. Recebe vem quem a visita, agora com poucos habitantes. Mas, já teve muita gente, chegou a haver um grupo folclórico com cerca de 30 elementos todos desta aldeia, percorrendo o país representando assim as suas tradições. Éramos e somos todos uma família.



Associação Desportiva e Cultural de Cortecega
A par desta dinâmica muito própria, nesta aldeia foi criada uma associação: a Associação Desportiva e Cultural de Cortecega cuja constituição data de 22 de Outubro de 1996. Actualmente, sem fins lucrativos, tem cerca de 130 associados. Foi criada para promover o convívio social da população residente e visitante e é dinamizada por um povo muito empreendedor e com um profundo espírito de associativismo.
Foi no dia 19 de Julho de 1998 que colocámos a 1.ª pedra daquele que, naquela altura se sonhava que viesse a ser o nosso Centro de Convívio, onde nos pudéssemos reunir para conviver e ali desenvolver actividades recreativas e desportivas, à semelhança do que víamos noutras aldeias.
Mas quisemos ser ousados e recordo que o então Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dr. José Cabeças, um dia num dos muitos almoços convívio em que participou, incentivou-nos a criar uma hospedaria no 1.º piso. Arregaçamos as mangas e vai disto. Tivemos o apoio do LEADER +, um Programa Comunitário que financiou uma parte da obra. Mas havia que trabalhar muito, pois a restante parte da despesa era suportada pela Associação. Passámos a organizar ainda mais eventos.
Neste momento esta Associação conta com: uma sala para mais ou menos 200 pessoas, uma cozinha, despensa, Bar, escritório, WC e mais duas divisões para arrumos.
A hospedaria tem: 6 quartos com 2 e 3 camas cada, todas com WC privativo, uma cozinha (com um frigorifico um microondas e mesa), uma sala (com televisão mesa e sofás), casa das máquinas, casas de banho para deficientes etc.…
Ainda não está totalmente pronta, mas já reúne as condições necessárias para ali se poder passar umas pequenas férias. Quem sabe se para o ano estará a funcionar a 100% e assim poder dar emprego a uma ou duas pessoas.
No exterior: podemos ver algumas mesas e cadeiras, Hoje já podemos contar com a sombra das árvores ali plantadas.

A enorme Casa do Convívio situa-se na Estrada Principal, à entrada da aldeia, abre aos fins-de-semana. Nestas instalações fazem-se também, com marcação antecipada, almoços e jantares para o máximo de 200 pessoas.

Ao longo do ano são realizados vários convívios. Os mais relevantes são:
• Festas em honra de N. S. das Neves no primeiro fim-de-semana de Agosto
• Almoço da Amizade em Março/Abril,
• Concentração dos Motardes em Agosto
• Encontro de concertinas, Almoço das vindimas em Outubro
• Passagem de ano entre outros.
• Jogos tradicionais: Torneio de tiros aos pratos
• Passeios - todo – terreno
.

Confecção de refeições durante a Concentração Motard, que conta com a participação de cerca de 20 mil motards;
A cozinha, como toda a outra organização envolvida, é feita pelos aldeões.
Todas as actividades e eventos que a Associação realiza vão no sentido de adquirir meios financeiros que ajudem a custear a obra da Sede e do Centro de Convívio, que teve início em 1999.
Esta Associação tem crescido e melhorado com passinhos de bebé e deve-se muito ao trabalho voluntário, à boa vontade e ao querer das pessoas que dela fazem parte, uns residentes, outros naturais não residentes, que optaram (ou a vida assim quis) por viver noutros locais: Arganil, Coimbra, Lisboa e outros, mas sempre que podem vão até à sua aldeia.
A união e o empenho caracterizam estas gentes (em que eu própria me incluo) que, desde sempre, procuraram reunir esforços em prol do desenvolvimento social e económico da sua Região e, ao longo dos anos têm sido e continuam a ser impulsionadores de um maior bem-estar, de melhor qualidade de vida das populações e do meio a que pertencem.

É interessante recordar que…
Outrora (finais dos anos 70, inícios dos anos 80), a pavimentação das ruas da aldeia, o saneamento básico, a electrificação das habitações e das ruas foram trabalhos árduos realizados de forma mais célere, graças ao empenho e persistência de algumas das pessoas que actualmente constituem a Associação Desportiva e Cultural de Cortecega.

Há cerca de 20 anos atrás, havia um moinho, a cerca de 2km de Cortecega, junto ao Rio Ceira, num lugar chamado Javiel. As mulheres costumavam carregar o milho em cestas por cima da cabeça para moer no moinho. Depois deixou de funcionar e hoje está em ruínas, no entanto outro foram reconstruídos, sendo hoje um ponto de referência do passado.

Concelho de Góis
Não poderia falar da minha aldeia sem falar sobre o concelho a que pertence. E para além do que já disse, o concelho de Góis tem 5 freguesias: Alvares, Cadafaz, Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira, com um total de 4200 habitantes.
Com mais de 8 séculos de existência, a Vila de Góis está situada a 40 Km de Coimbra, no Vale do Ceira, entre as serras do Carvalhal e do Rabadão, e aí que se concentra a maioria a população do concelho (cerca de 2000 pessoas). O concelho de Góis, pela sua natureza rural, tem muito para oferecer aos seus visitantes. O rio, principal elo de ligação de todo o concelho, dá aos visitantes e veraneantes uma paisagem deslumbrante, desde a terras altas da freguesia do Colmeal até ao Cerro da Candosa (freguesia de Vila Nova do Ceira), local onde se despede do concelho de Góis para dar entrada no da Lousã.

O Vale do Ceira
É a representação viva da expressão “vale encantado”, composto por toda uma paisagem idílica, repleta de elementos de grande riqueza e biodiversidade, com um elemento natural sempre bem presente, o Rio Ceira, cujas águas cristalinas serpenteiam por todo o vale, conferindo-lhe uma riqueza singular, as suas praias fluviais que no verão deliciam quem as visita, proporcionando uns excelentes banhos e relaxantes passeios ao longo das sua margens.
A região tem sensivelmente 150 aldeias, a maior parte das quais possui história com centenas de anos. A área é rica em vestígios arqueológicos, com milhares de anos, dos quais são exemplo os petroglifos da Idade do Bronze.
A maior parte do concelho é florestada, na totalidade 248km. Os vales criados pela passagem do rio e as encostas repletas de árvores formam uma combinação perfeita para a prática de todo o tipo de desportos, desde a caminhada, BTT, canoagem, escalada, equitação. Por todo o lado as vistas são soberbas, e a área possui uma enorme abundância de vida selvagem, tendo também muito para oferecer a artistas, fotógrafos e observadores de animais. Para os menos energéticos, o Rio Ceira acalma na parte Norte do Concelho, fornecendo várias praias fluviais.

Penedos de Góis
Trata-se, sem dúvida, de um dos mais soberbos miradouros naturais da região centro, atingindo uma cota de 1043m de altitude no seu ponto mais alto.
Um ponto de interesse turístico, do concelho de Góis, para todos os aficionados e praticantes de turismo de natureza, desporto aventura, fotografia, entre outras actividades. Podemos apreciar o seu castelo

Monumentos :
Do antigo, restam na freguesia de Góis alguns notáveis monumentos, que impõem a que neles nos detenhamos: a igreja matriz, construção original do século XV, sofreu grandes modificações nos séculos seguintes.
No interior da igreja encontra-se também o túmulo de D. Luís da Silveira, (senhor do morgadio de Góis, conde de Sortelha e embaixador de D. João III na corte de Carlos V) e de seus familiares, aparatoso mausoléu formado por uma arca, com a estátua do fidalgo, armado e em oração, enquadrada por um baixo-relevo evocativo da Assunção de Nossa Senhora, datado de 1513.

A capela do Castelo:
É uma construção manuelina coroada de merlões e composta de dois corpos desiguais abobadados sobre nervuras.
Em redor de Góis damos um passeio por um vale de sonho, cruzando pontes centenárias, paisagens bucólicas, onde o socalco é rei. Esbeltas florestas pelas Serra do Rabadão e do Carvalhal, ou por recantos, onde o rio salta com eterna impetuosidade, sobre a majestosa fraga na qual se ergue a Ermida da Nossa Senhora da Candosa.
A Ponte Manuelina, é igualmente, uma estrutura viária de grande valor.

Gastronomia:
Com o decorrer dos tempos, muitos foram os pratos tradicionais que se perderam, no entanto, com esforço já se recuperaram alguns deles: a chanfana, o arroz de cabidela, as papas de milho, a célebre sopa de castanhas e o Bucho de Góis. O pão de milho e a broa são alimentos típicos de Góis que são muito apreciados tanto pelos residentes como pelos visitantes.
Como produtos alimentares endógenos/locais temos:
• Aguardente e licores de mel e medronho;
• Azeite;
• Bolo doce de Góis;
• Bola de carne;
• Bola de sardinha;
• Queijo de cabra e ovelha;
• Castanha
• Enchidos;
• Mel de urze (com a denominação de Mel da Serra da Lousã)
• Broa
• Mel, um dos mais apreciados de Portugal, é um condimento que entra em alguns pratos típicos de Góis, tais como nas Filhós de Mel.

Artesanato:
Produzem-se artigos artesanais de grande qualidade, tais como artigos em estanho, as famosas colheres de pau, miniaturas de alfaias agrícolas, miniaturas de casas de xisto, miniaturas de cortiços, pintura sobre xisto, tapeçaria, rendas e bordados, usadas para ornamentar naprons, panos de cozinha, trapologia feita com quadradinhos de vários tecidos, utilizados para tapetes, passadeiras e coberta de cama.

Festas, feiras e romarias na Vila de Góis:
• Todas as terças-feiras é realizado o mercado semanal;
• A 24 de Junho comemora-se a festa de S. João
• A 13 de Agosto é o feriado municipal e nessa semana realiza-se a FACIG – Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Góis;
• A 1 de Novembro tem lugar a Feira da Castanha e do Mel (Feira dos Santos).

Futuro:
Góis é um concelho que tem uma beleza natural incomparável, mas debate-se, desde há alguns anos a esta parte, com a forte desertificação, proveniente, principalmente, da falta de empregos.
Contudo, nasceu uma nova esperança com o actual executivo camarário e com um investidor que em Maio apresentou o empreendimento turístico que pretende implementar em Góis. Trata-se do Health Resort Góis e será um dos primeiros no nosso país a disponibilizar de uma forma integrada o bem-estar físico, psíquico, social, espiritual e intelectual, e simultaneamente a prevenção de saúde, através de uma alimentação adequada e cuidada, exercício físico acompanhado por especialistas, assistência de enfermagem e médica preventiva. Tudo isto em plena harmonia com a natureza.
Este Health Resort terá um Hotel e sala de conferências, um SPA e um Health Club, um Aparthotel, uma Residência Sénior (para idosos), um Jardim-de-infância e Creche, parque Infantil e Sénior, Habitações unifamiliares Sénior; Unidade de Cuidados Continuados.

Lenda:
No monte acima da aldeia existe uma mina chamada “A Buraca dos Mouros”. Um conto tradicional diz, que no passado tinham vindo os Mouros para a aldeia e os habitantes tentaram fugir. No entanto os Mouros capturaram um homem, penduraram-no numa figueira e espetaram-no com garfos de ferro. Entretanto, uma mulher com os seus dois filhos fugiu, descendo pelo carreiro que leva ao rio até a “Lapa da Fonte” e esconderam-se por baixo desta, porque esta fazia um tipo de gruta. Com as suas mãos ela tapou a boca as crianças para as manter caladas. Os Mouros tinham observado a fuga da mulher e vieram a procura dela e dos filhos. Eles chegaram a estar mesmo por cima da “Lapa da Fonte” mas a mulher e as suas crianças mantiveram silêncio. E só muito mais tarde, já era de noite, quando ela tinha a certeza que os Mouros tinham ido embora, ela deixou o esconderijo e regressou acompanhada pelos filhos para a aldeia. A aldeia encontrava-se deserta porque todos os habitantes tinham fugido, mas os Mouros tinham ido embora e assim a mulher e as crianças estavam salvos. No dia a seguir os habitantes regressaram para a sua aldeia.
Toda esta apresentação foi acompanhada por fotos através de um Power Point.
Nota: se gostou deste texto, o mesmo está a concurso no blog http://www.aldeiadaminhavida.blogspot/.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

"ENCONTRO DE BLOGGERS"


No dia 10 de Junho, dia de Portugal, estive presente no 1.º encontro de bloggers na linda cidade de Trancoso e no lançamento do livro "Aldeias Históricas de Portugal - Guia Turístico" editado pela empresa "Olho de Turista

O evento iniciou-se pelas 10 da manhã no Centro Cultural de Trancoso, onde fui recebida pela simpática Helena e Tiago, que fazem parte da equipa organizadora do evento e colaboradores da empresa "Olho de Turista”, mais tarde pelos não menos simpáticos Susana Falhas e o Sr. Serafim Faro e sócio da empresa, marido da Susana e autora do livro "Aldeias Históricas de Portugal - Guia Turístico"



Além de outras personalidades, tive a honra de ser uma das oradoras com o tema "Cortecega -Aldeia em Movimento” divulgando um pouco da minha aldeia e do meu concelho – Góis .

Da sua cultura, tradições e das suas gentes simples mas humildes, sempre prontos a receber bem quem nos visita.

Para além de mim com o blog Notícias da minha Terra - Cortecega (http://cortecega-eugeniasantacruz.blogspot.com/ foram oradores Luís Silva do blog Oceano das Palavras (http://fotosdoc4.blogspot.com/), António Galante, representante da vila de Idanha-a-Nova, Sr. José Carlos e Paulo Leitão do famoso blog do Sabugal, Capeia Arraiana(http://capeiaarraiana.wordpress.com/), Acácio Moreira, do conhecido blog A minha Aldeia - Carvalhal do Sapo (Carvalhal do Sapo), apresentando a sua querida aldeia, o Concelho de Góis e o nosso maravilhoso Vale do Ceira.

Não posso deixar de falar e agradecer aos amigos que me acompanharam, o meu marido e filhas, Celeste Santos, Dina Neves, Dalila Neves, Gonçalo Santa Cruz e Rafaela Neves.


Momento em, que os Bloggers apresentavam as suas aldeias e concelho.



A meio da manhã fomos para a primeira degustação do dia, onde tivemos a oportunidade de provar as iguarias de Trancoso, e alguns petiscos regionais: queijos, pão caseiro, doces...e claro, as famosas Sardinhas Doces de Trancoso.


No final dos trabalhos seguimos então para o almoço no Hotel Turismo de Trancoso, juntando-se a nós bloguistas e o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Trancoso, Exmo. Sr. Dr. Júlio Sarment, onde foi servido um delicioso almoço.


Pelas 16 horas outro momento alto do dia, o tão ansioso e desejado lançamento do livro "Aldeias Históricas de Portugal - Guia Turístico" da autoria da Dr.ª Susana Falhas e sua equipa a quem agradeceu toda a ajuda e colaboração. Com o auditório cheio, a apresentação do livro decorreu no Convento de São Francisco – Teatro Municipal, onde tivemos o pervilégio de apreciar uma exposição ali presente, tendo as primeiras palavras sido proferidas pelo Sr. Presidente da Câmara que agradeceu o facto de Trancoso ter sido a localidade escolhida para lançar o livro das 12 aldeias históricas de Portugal, uma iniciativa de grande importância não só pelo que representa e pela qualidade do livro mas também por ter sido apresentado no dia 10 de Junho, Dia de Portugal.

Após as palavras do Sr. Presidente coube à autora do livro a explicação e no final Serafim Faro, marido da autora complementou o lançamento do livro com outros dados relevantes complementados com a apresentação do novo site da empresa Olho de Turista onde o leitor através da internet pode encomendar o livro e ter acesso a informações sobre gastronomia, locais onde ficar, actividades, conjuntos hoteleiros e de turismo rural na nossa região.



A meio da tarde seguiu-se o lanche, outra maravilhosa degustação, com vários doces e iguarias desta região.

Seguiu-se um momento, para mim não menos importante, um passeio pela parte histórica da cidade, subir ao Castelo e poder apreciar a bela paisagem que nos é dada ver, é simplesmente lindo....
Da minha parte agradeço o convite para ser oradora no encontro de bloggers e agradeço o dia magnifico, que proporcionaram a mim, à minha família e amigos que me acompanharam. Penso que o Concelho de Góis esteve muito bem representado por mim e pelo Sr. Acácio Moreira, pelo menos tudo fizemos para representar bem as nossas aldeias, Cortecega e Carvalhal do Sapo – Concelho de Góis.

A todos muito obrigado por darem a conhecer o que vão fazendo pelas vossas aldeias e pelos vossos Concelhos , aproveito para deixar um convite, visitem a minha linda aldeia Cortecega e o meu concelho.
À empresa Olho de Turista desejo as maiores felicidades e muitos sucessos.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"OBRIGADA MÃE"


A 47 anos atrás
Foi um dia de magia
Pois do teu ventre saí
Para te dar alegria

Se hoje aqui estou a escrever
A ti o devo minha mãe
Mandaste-me para a escola
Aprender a ler e escrever também

Apesar das dificuldades
Nunca me faltou calor
Pois o teu amor de mãe
Tapava-me como um cobertor

Ao teu desejo de mãe
Por vezes não correspondi
Mas não somos prefeitos
A vida é mesmo assim

Ser mãe é sofrimento
É amor, carinho, dar alento
Mesmo nas horas difíceis
Nós mães estamos presentes

OBRIGADA MINHA MÃE
Eugenia Santa Cruz

terça-feira, 8 de junho de 2010

PARABÉNS "TIA CELESTE"



Olá tia Celeste
Parabéns, hoje faz anos!
Que conte muitos e Bons
Por longos, longos anos.

Cortecega sem a tia Celeste
Não era a mesma, de certeza
Pois, está sempre pronta a ajudar
Fazia falta na realeza

Organiza, trabalha faz de tudo
Boa amiga, boa mãe
Será que há muitas Celeste
Prontas a dar o que têm?

Este dar de que eu falo
É amizade, amor e carinho
E tempo que rouba ao tempo
Para andar por estes caminhos

Ao chegar a Cortecega
Olho para a nossa Associação
Lembro-me logo da tia Celeste
E dos anos de dedicação

Desde o início que está presente
Sempre pronta a ajudar
Foi e é a grande responsável
Por este sonho se concretizar

OBRIGADA tia Celeste
Por tudo o que a esta terra tem dado
Cortecega não a vai esquecer
Eu, estarei sempre ao seu lado.

Neste dia tão importante
Não podia deixar passar
Sem umas letras escrever
Para esta grande MULHER homenagear

Eugénia Santa Cruz

quinta-feira, 3 de junho de 2010

VENCEDORES DA BLOGAGEM DE MAIO - "Aldeia da Minha Vida"

PARABÉNS AOS VENCEDORES DA BLOGAGEM DE MAIO

O lindo mês de Maio passou a correr. A chuva e o sol andaram a fazer das suas... Contudo, o tempo não impediu a Aldeia de expor várias visitas a Museus e outros locais importantes de Portugal e do Mundo. A Blogagem de Maio apresentou-nos não só um enorme espólio cultural, como também nos mostrou que a palavra Museu tem ainda um grande valor. A Aldeia espera que tenham gostado da visita. Mas deixem-se estar mais um pouco para o anúncio dos vencedores.

Este mês, o júri mantém a opção tomada em Abril: todos os premiados vão auferir da mesma recompensa. Trata-se de algo muito importante para a Aldeia. Já sabem o que é? Tem a ver com o duplo evento do dia 10 de Junho. Acertaram! Cada um receberá um exemplar do livro “Aldeias Históricas de Portugal – Guia Turístico”.

O/A vencedor/a do Prémio de Melhor Bloguista é:

João Celorico, do blog Salvaterra e Eu

Eis um bloguista que escreve com paixão, sendo sempre sincero e frontal nas suas opiniões. Alegra o blog da Aldeia com as suas quadras ou enriquece-o com mais conhecimentos. Parabéns!

O vencedor do Prémio de Melhor Comentário é uma menina que traz sempre no seu coração, uma aldeia perdida por entre montes. Falamos de Cristina R. e do comentário que escreveu no texto do bloguista João Celorico:

Cristina disse...
Quando a uma criança é dada a possibilidade de entrar num museu e de nele ir entrando várias vezes, tornar-se-á um “curioso”, um buscador de mais conhecimentos e respostas. Aprenderá a apreciar todas as obras de arte, da escultura à pintura… Tornar-se-á um conhecedor do Mundo.
E sem dúvida que certas pinturas, “visões” do inferno, impressionam qualquer criança e os deixa temerosos a pensar que talvez, se não se portarem bem, é lá que vão parar…
Entrar num museu é entrar num local mágico, é entrar numa verdadeira máquina do tempo, que nos proporciona uma viagem pelos séculos. É um local onde se concentra tanto talento e imaginação. Felizes dos que lá trabalham, pois têm a nobre missão de o passado preservar.
Parabéns pela descrição."

Cristina R., do blog Uma aldeia perdida por entre montes

É uma menina que escreve com muito sentimento e cujo carinho pela sua terra e pelas suas gentes transmite a todos. Felicitações!

Agora o/a vencedor/a do Prémio de Melhor Texto… Houve um empate na votação. Mas após a contagem dos comentários e a análise da qualidade dos mesmos, a vencedora com 3 votos (27 %) e 7 comentários totais, é:

Eugénia Santa Cruz, do blog Cortecega – Notícias da Minha Terra

Trata-se de uma menina jovial que faz tudo em prol da sua aldeia e cuja história de vida se encontra no blog Clube das Mulheres Beirãs. Esperemos ter o prazer de a conhecer ao vivo no duplo evento do dia 10 de Junho. Felicidades!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

NOTICIAS DA NOSSA TERRA

"Queremos mostrar às pessoas que vale a pena vir a Góis e desfrutar de toda a sua riqueza natural” Presidente da Câmara Municipal de Gois ( Drª. Lurdes Castanheira)
Por Zilda Monteiro
Presidir a um município como o de Góis tem sido um desafio “altamente gratificante”. Seis meses depois de ter tomado posse como presidente da autarquia, Lurdes Castanheira traça um balanço “francamente positivo” destes primeiros meses de mandato e espera desenvolver, nestes quatro anos, um trabalho que contribua decisivamente para o desenvolvimento e afirmação do concelho de Góis. Assim, para além de quatro obras determinantes que se encontram em curso e que deverão estar concluídas até 2011, a autarca de Góis entende que é prioritário apostar também em infraestruturas básicas, sendo sua intenção levar o saneamento a todo o concelho, assim como água de qualidade. O desenvolvimento de Góis passa também muito pelo turismo, estando a dar-se passos decisivos nesta área, nomeadamente com a construção de um complexo de turismo e saúde. Foi eleita presidente da Câmara de Góis há cerca de seis meses. Como tem encarado este desafio?

Como sou uma pessoa de desafios, de projetos e que gosta de luta, sinto que tem sido altamente gratificante. Este é um projeto onde me revejo, que resultou de uma escolha minha, sufragada depois pelos eleitores. Volvidos 180 dias (fizemos no dia 26 de abril seis meses), o balanço que faço é francamente positivo. Obviamente que não posso deixar de dizer que o desafio é grande, a responsabilidade não é menor, e há, naturalmente, um conjunto de dificuldades e constrangimentos que vão surgindo no dia a dia, em determinados processos, seja ao nível dos recursos humanos, do lançamento de obras ou do próprio funcionamento interno da organização da Câmara Municipal. Mas nós temos conseguido ultrapassar algumas barreiras e posso afirmar neste momento, volvidos seis meses, que tenho uma equipa que me satisfaz em termos de desempenho e que, efectivamente, tem estado à altura dos desafios.

Relativamente aos recursos humanos, trabalho com um universo de 160 funcionários e temos vindo a fazer um desafio aos trabalhadores e a dizer-lhes que se impõe um desempenho diferente porque a exigência é diferente. Sinto que realmente temos uma equipa fantástica na Câmara, gente inteligente, com competência, com conhecimentos mas, às vezes, ainda se torna difícil as pessoas acompanharem o ritmo que se impõe, um ritmo um pouco mais acelerado. Não podemos pensar que no interior e nas zonas rurais as coisas demoram sempre muito mais tempo a resolver. Não podemos continuar a alimentar esse estereótipo porque tanto faz estar no mundo urbano como no mundo rural, no interior ou no litoral. Há um ritmo que se impõe e os serviços públicos têm que estar preparados para responder com celeridade e com rigor. Isso depende do desempenho e da performance dos nossos recursos humanos.

Quais são as prioridades que estabelece para os próximos quatro anos?


Eu tenho algumas dificuldades em falar de uma ou outra prioridade. Obviamente que traçámos um rumo, um rumo que exige uma visão perspectiva de futuro. Não podemos pensar apenas a um ano. Daquilo que herdámos do executivo anterior, há um conjunto de obras que consideramos como estruturantes e as nossas energias têm sido canalizadas para esses projectos que vão desenvolver-se ao longo do ano de 2010 e 2011. Uma dessas obras é a Casa Municipal da Cultura, uma obra estruturante que há muito fazia falta no concelho de Góis, que representa um investimento que ultrapassa o milhão e meio de euros e que vai ter o seu termo em finais de 2011. Temos também em curso o projecto de requalificação do campo de futebol, que engloba o campo sintético com bancadas; uma infraestrutura que será uma espécie de um pequeno estádio para Góis. É uma obra também estruturante na área do desporto e da ocupação dos tempos livres, que se divide entre os anos de 2010 e 2011. Muito perto da conclusão está a obra da requalificação dos Paços do Concelho, cujos trabalhos começaram em 2009 e devem estar concluídos no final deste ano. Esperamos que em Outubro possamos ter a Câmara pronta, porque estamos num edifício cedido e as condições físicas de trabalho são uma condição essencial para o bem estar dos trabalhadores e para o seu melhor desempenho. Para além destas, temos também em curso uma obra na área da educação, que é o Centro Escolar de Alvares, que vai ter a sua conclusão este ano. Essas são as quatro grandes obras às quais temos dado uma atenção especial no sentido da sua concretização, até porque envolvem fundos comunitários. São obras que estão no terreno e que devem estar concluídas ainda entre este e o próximo ano. Neste momento podemos projectar já outras obras que consideramos prioritárias e que vão passar pela resolução de problemas que têm décadas e que se prendem com o saneamento. As pessoas queixam-se e, de facto, estamos a falar da satisfação de uma necessidade básica, de um serviço público que há muito devia estar implementado. Nos aglomerados com maior número de habitantes vamos avançar com o saneamento e com a construção de algumas ETAR’s e, para isso, temos contratualizado com as Águas do Mondego essas infraestruturas. Vamos fazer um investimento grande também ao nível da qualidade da água e essa vai ser uma prioridade nossa, durante todo o mandato, nas povoações e nas freguesias onde, efectivamente, ainda se coloca em causa a boa qualidade de um bem público. A nossa grande preocupação centra-se em Vila Nova do Ceira, a segunda maior freguesia do concelho, que tem problemas com a qualidade da água que se agravam na altura do verão, quando a população aumenta. Uma das nossas grandes prioridades para estes quatro anos é, sem dúvida, melhorar as infraestruturas ao nível do abastecimento da água ao domicílio e resolver a questão do saneamento. Não podemos fazer investimentos nas áreas da cultura ou do desporto quando não temos os serviços básicos assegurados na plenitude. Rendo a minha homenagem aos anteriores presidentes de Câmara que muito fizeram nesta área mas muito ainda há para fazer.

O desenvolvimento do município terá que passar obrigatoriamente pelo turismo?

Também. Não podemos esquecer que Góis tem enormes potencialidades em termos de turismo, potencialidades essas que - atrevo-me a dizê-lo - estão subaproveitadas. Temos aqui um conjunto de empresários que têm prestado um bom serviço, quer ao nível da restauração, quer ao nível do alojamento. Mas acreditamos que o que existe não resolve o problema da sazonalidade do turismo. Nós precisamos de ter uma infraestrutura que venha colmatar essa lacuna e para isso formalizámos um protocolo com um investidor Goiense, uma pessoa que durante muitos anos não esteve em Góis mas que esteve sempre ligado ao ramo da hotelaria e que resolveu fazer um investimento aqui no concelho de Góis.

Vai ser construído um hotel, um investimento que vai ter três fases. Primeiro vai ser construído um hotel de quatro estrelas superior; depois, a par desse hotel, haverá um conjunto de vivendas muito interessantes, tipo T1 e T2, para aquelas pessoas com autonomia e independência que queiram ter uma pequena habitação num espaço privilegiado do concelho de Góis; e a terceira fase tem a ver com um sector mais ligado à saúde e é dirigida a especialidades específicas, como Alzheimer, Parkinson e outras doenças para as quais o nosso país não tem actualmente respostas específicas em termos de acolhimento. Sabemos que muitas destas famílias não têm capacidades para acolher os seus idosos nas casas e vamos aqui criar uma resposta que vá ao encontro destas necessidades. É um investimento que ultrapassa os 50 milhões de euros. A Câmara estabeleceu um protocolo com o investidor e a autarquia vai vender uma parcela da Quinta do Baião e será responsável por tudo o que for infraestruturas públicas, como os arruamentos, a electricidade, a água, o saneamento… A nossa comparticipação terá a ver com tudo aquilo que é considerado público. A parte privada caberá ao investidor.

Será então muito mais do que um hotel?


Sim, é muito mais do que um hotel. O novo hotel será muito mais do que uma mera infraestrutura que vem resolver o problema do alojamento turístico e minimizar os problemas da sazonalidade que se verifica há muitos anos no concelho de Góis. De qualquer modo, devo dizer que não concordo que a solução de Góis seja exclusivamente o turismo. Concordo que o seja em parte, mas isso pressupõe que se aposte também noutras áreas, porque se não tivermos aqui outro tipo de ofertas, se não definirmos uma estratégia, por exemplo em termos de cultura, que marque a diferença, as pessoas não vêm. Ninguém vem passar férias a Góis só porque aí há um hotel. Naturalmente que as pessoas procuram outros serviços, outros bens que não se resumam a uma mera infraestrutura hoteleira. A par com o investimento no turismo é preciso fazer outros, seja na cultura, no desporto, ou na saúde… O processo de desenvolvimento é sempre transversal. Podemos focalizar o investimento numa determinada área mas nunca podemos descurar as que estão à volta, sob pena de ser um pouco redutor.

A desertificação e o abandono são problemas que são difíceis de contornar?


A desertificação não é um problema de Góis. É um problema do país, sobretudo das áreas rurais. Os autarcas devem ter lucidez suficiente para encarar o problema da desertificação sem demagogia. Neste momento nós só combatemos a desertificação se conseguirmos manter as pessoas no concelho. Não chegamos a cinco mil habitantes e temos que conseguir manter no concelho as pessoas que escolheram Góis para viver. Temos uma população envelhecida, onde a taxa de mortalidade é francamente superior à da natalidade e, um dia, vamos ter sérios problemas ao nível demográfico. Mas se conseguirmos criar condições vamos conseguir manter cá as pessoas. Para isso temos que ter emprego. Essa é uma condição fundamental. A par do emprego temos que ter o mínimo de serviços públicos (educação, saúde, segurança social) para que a falta de serviços e a distância não nos obriguem a preterir sempre os concelhos do interior para ir massificar ainda mais as zonas urbanas que já não têm espaço para todos e onde a qualidade de vida é menor. Se conseguirmos manter as pessoas que cá temos estamos em situação de pensar um modelo estratégico para atrair novos habitantes, particularmente gente jovem que queira aqui fixar-se. Tenho plena consciência de que, nestes quatro anos, será um desafio mas estou convicta de que vamos conseguir. A construção de um hotel vai criar emprego, vamos promover formação para termos bons profissionais a servir, gente que demonstre profissionalismo e saber fazer na profissão que está a desempenhar. A construção do Centro Escolar também vai levar à criação de novos postos de trabalho. Se tivermos a inteligência de atrair alguma indústria para o concelho de Góis, estamos no bom caminho. Depois de concluirmos as obras que estão em curso e que envolvem fundos comunitários, ficamos com alguma disponibilidade para podermos pensar noutros projectos. E se conseguíssemos atrair para aqui mais indústrias, empresas que criem 30 ou 40 postos de trabalho, era excelente. Não digo que tenhamos aqui um “boom” populacional mas fico muito contente se, no final do mandato, pelo menos não tiver perdido população.


Estamos a aproximar-nos da “época alta”, altura em que muitos emigrantes regressam à terra natal, assim como muitos turistas. Como é que está a ser preparada esta época?


Estamos já a proceder a um conjunto de limpezas em todo o concelho, para que as pessoas quando chegarem encontrem um concelho agradável, amigo do ambiente, que cuida dos espaços públicos. Estamos a organizar também um conjunto de actividades para os próximos meses, sendo de referir a Goisarte em Julho e as festas do concelho e a concentração motard em Agosto. Estamos a preparar um calendário de actividades que não se esgote entre Julho e Agosto. Temos uma programação já até Setembro e vamos continuar a programar. Queremos mostrar às pessoas que vale a pena vir a Góis, seja em que altura for. Temos estado também a estimular a iniciativa privada que tem alojamento turístico para que se prepare para prestar um bom serviço e temos feito um apelo aos restaurantes para que tenham alguma gastronomia tradicional nas suas ementas. Se tudo isto se conjugar, as pessoas têm vários motivos para escolher Góis como destino turístico. Estamos a fazer um trabalho integrado, que envolve a Câmara e as instituições públicas e privadas que operam no concelho de Góis, para podermos responder de forma eficaz àqueles que nos visitam e para podermos fidelizar alguns turistas. A nossa intenção é que quem nos visite volte, ainda este ano ou no próximo.

Até porque atracções não faltam…


Sem dúvida. Em termos de recursos hídricos estamos muito bem servidos. Queremos mostrar às pessoas que vale a pena vir a Góis e desfrutar de toda a sua riqueza natural. Temos este Vale do Ceira que é de uma riqueza incomparável e temos as aldeias do xisto que proporcionam uma rota aprazível vale a pena percorrer. Só podemos diversificar, desenvolver e aproveitar estas potencialidades endógenas se a par tivermos uma boa oferta de alojamento, uma boa restauração, um bom serviço público em termos de acolhimento dos turistas… Este é um projeto que tem que ser muito bem articulado entre todos e penso que estamos no bom caminho.

Reportagem dada ao Jornal despertar, retirada da internet

"O DIA DO VIZINHO"


Como tantas outras datas, também houve o dia do vizinho a nível Europeu, este ano foi dia 25 de Maio.
Tantas vezes vive ao nosso lado um ser humano que precisava de uma palavra como por exemplo, um bom-dia, como está, ou simplesmente um minuto da nossa atenção.
Mas infelizmente nem sempre e assim, desculpamo-nos com o corre-corre do dia-a-dia e esquecemo-nos de lhes dar atenção.

Enfim…Ser bom vizinho é uma questão de gentileza, ou seja, devemos cumprimentar nossos vizinhos, manter uma relação de cordialidade e respeito.


Deixo aqui a minha homenagem através deste simples poema a todos os vizinhos, que somos nós...

O dia do vizinho vem Lembrar
O que está esquecido
Ao nosso lado vive um ser
Por vezes muito perdido

Os dias passam a correr
Saímos de casa bem cedinho
Chegamos ao entardecer
Não nos lembramos do vizinho

Ao entrar no nosso prédio
A correr nem reparamos
Que existem vizinhos novos
Mas, nem sequer para eles olhamos

Mais tarde ouvimos dizer!
O vizinho do Direito está doente.
Não ligamos, nem pensamos
Um minuto do nosso tempo perder

Ao nosso lado vive alguém
Que por companhia tem a solidão
Que só de uma voz amiga precisa
Ou de um simples xi coração

Um gesto que é tão simples
Mas que tem tanta importância
E tão fácil se pensarmos
Está a uma porta de distância

Como se fosse mais uma coisa
Muitas vezes, assim é tratado
Bastava-nos bater à porta
E perguntar; como tem passado?

Nas horas de aflição
Batemos à porta a pedir amparo
Mas durante vários meses
Nem um bom dia, nem um reparo

Nesta minha experiência
De contacto com os vizinhos
Percebi que muitos deles
Vivem completamente sozinhos

Tenho saudades dos tempos
Em que vivia na aldeia
As pessoas conhecem-se todas
Levam a vida na brincadeira

Ao chegar à rua dizia-se
Bom dia vizinha!
Bom dia nos dê Deus.
Precisa de alguma coisa?
Para si ou para os seus?

Olá vizinha Maria
Que rico dia de verão
Vou espalhar o milho na eira
Para depois cozer o pão

Ouve-se o cão a ladrar
Espreita-se à porta, é o carteiro
Mais à tardinha tornava a ladrar
Lá vem o carro do peixeiro

Não nos podemos esquecer
Que todos somos vizinhos
A todos pode acontecer
Um dia ficarmos sozinhos




Poema de:
Eugénia Santa Cruz
26/5/2010

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"