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terça-feira, 8 de março de 2011

A MINHA ALDEIA " CORTECEGA"

Caros visitantes;
O meu irmão Filipe, a sua esposa e filho foram passar este fim-de-semana ao Cadafaz.
Ao passar em Cortecega o meu irmão tirou estas fotos e enviou-mas por e-mail, para eu as poder ver e matar saudades. Pois, como eu ainda não posso fazer grandes viagens e ele sabe como eu gosto de apreciar as Acácias (Faias) que nesta época do ano já estão floridas, e os campos começam a estar lindos.

Obrigado mano, mas sei que aqui também há o “dedinho” da minha cunhada Paula que nos dá o prazer de ver fotos e ler notícias publicadas por ela no seu blogue do: http://cadafaz-gois.blogspot.com/

Assim, deixo aqui as fotos para que os visitantes deste blogue possam apreciar mais uma vez estas maravilhosas paisagens.

Aldeia de Cortecega

RECANTOS DE CORTECEGA

Recebi estas fotos através de e-mail que me foi mandado por um grande amigo “ Acácio Moreira que me escreveu isto. "Olá Eugénia! Passei por aqui e não resisti a meter um pouquinho de"veneno" Com estes Recantos de Cortecega
Destes “venenos” amigo, não me imposto de receber, pois é sinal que os nossos amigos mesmo longe lembram-se de nós e de descer à aldeia de Cortecega (onde nasci), tirar estas lindas fotos para que eu possa matar saudades, uma vês que não me tem sido impossível deslocar-me à minha aldeia tanto como gostaria.
Posso dizer que a foto da aldeia toda, é das mais lindas que tenho.
Obrigada amigo Acácio Moreira.

CORTECEGA (lá ao longe é a aldeia dea Folgosa)

As galinhas da "tia Irene"

" Tirada do cima da vinha"Ao longe a aldeia de Carcavelos


quinta-feira, 3 de março de 2011

BTL-BEM REPRESENTADO PELO CONCELHO DE GOIS

Foto rectirada do blog "Penedos de Gois"
Com o apoio da ADIBER, os Municípios de Góis, Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua, fizeram-se representar na Bolsa de Turismo de Lisboa, divulgando o que de melhor há e se faz nestes Municípios da Beira Serra. O stand conjunto, esteve sempre muito concorrido, o que deixa antever que a iniciativa é um êxito. O certame, que encerra portas neste Domingo, é a feira de turismo mais importante do nosso país, e são demonstrações como esta que não deixam esquecer as tradições de cada terra.
A nossa Beira Serra e o Sr. Presidente da Adiber, bem como os presidentes dos Municípios aqui presentes estão de parabéns pela iniciativa.

Foto rectirada do Blog. ("Penedos de Gois)

Todas as restantes fotos foram tiradas por mim.

A convite da Câmara municipal de Góis o Rancho Folclórico Serra do Ceira – Colmeal - Góis, veia representar este Município com as suas danças e cantares.



A convite da ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, o Grupo de Concertinas Sem Eira Nem Beira, fez a animação do encerramento da participação nos municípios de Góis, Arganil e Oliveira do Hospital na Bolsa de Turismo de Lisboa no passado domingo dia 27 de Fevereiro


Para quem está longe como eu, é um prazer poder ver na grande capital (Lisboa) o nosso Concelho tão bem representado. Não posso deixar de falar num outro Rancho Folclórico de Buarcos Figueira da Foz, que a todos os presentes deixou impressionados, como se pode dançar horas seguidas com cântaros à cabeça de 13 quilos, foi realmente outro dos momentos marcantes desta tarde.

Um bem-haja a todos e até para o ano…

quarta-feira, 2 de março de 2011

MÊS DE MARÇO




Entre Março e Abril
O cuco há-de vir
Se ele não vier
Deixa o lavrador a pedir

Se o lavrador pedir
Cabe nos a nós ajudar
Porque se queremos comida na mesa
Nele temos de pensar

Muitas das nossas crianças
Não sabem de onde vem os alimentos
Pois, chegam ao supermercado
E está tudo à sua frente

Em Março começam as grandes sementeiras
Prepara-se as terras para semear
Todos os produtos plantados
A nossa casa vem parar

Mas para isso e preciso
Alguém na terra trabalhar
Para mais tarde enviar aos supermercados
E nós de carrinho na mão, vamos comprar.

Poema de:
Eugénia Cruz
01/03/2011

terça-feira, 1 de março de 2011

TRADIÇÃO ALÉM FRONTEIRAS

Mais uma vez aqui publico umas fotos que me foram enviadas via e-mail pela Fernanda, esposa do Joaquim e segundo ela me disse é o ensaiador deste rancho que já existe há 27 anos. A família que começou na tia Alice e seu marido (já falecido), depois entraram as filhos a Fátima, Anabela e Joaquim, e agora os netos Zumero e Lou-Anne (filhos do Joaquim).
Não duvido que o bichinho do folclore já ia no sangue quando abalaram para França à procura de uma vida melhor. Obrigada a todos por representarem a nossa terra e Portugal.

Aqui ficam as fotos enviadas, clik em cima das mesmas para ver em tamanho normal.

Fernanda, Samuel e Joaquim

Zumero e Lou-Anne

sábado, 26 de fevereiro de 2011

FELIZ ANIVERSSÁRIO


Querida filhinha do meu ser
Fazes hoje 21 anos, meu amor
Nascestes às 16,45 h do dia 27 de Fevereiro
Foi uma dádiva, quando te vi minha flor.

Quando naquele dia de Fevereiro
De ano de 1990, dia de carnaval,
No meu colo te deitaram,
Tua boca tão pequenina
Meus peitos logo procuraram

Teus olhos da cor do mar
Umas vezes são verdes
Umas vezes azulados
Mas são sempre lindos
E por mim são amados

Meu amor, pela primeira vez
Não vais estar na nossa companhia
Mas estás no nosso coração
E no de Deus que te guia

A tua companhia nesse país longínquo
São as tuas colegas e amigas estudantes
A Inês, Joana, Mariana e outras
Que contigo vão abrir o espumante

Gostava de te poder estar contigo
Neste dia tão marcante
Mas este ano estás longe
Procurando um futuro brilhante

Não tenho dúvidas de que o vais ter
Mas, ainda tens um longo caminho pela frente
Continuar a lutar, a vencer barreiras
Para conquistar este mercada pouco coerente

Serás sempre pequena para mim
És uma das duas flores do meu jardim
Amo-te como ninguém te amará
Podes sempre confiar em mim

Este pequeno poema é dedicado a ti,
É só teu e de mais ninguém
Amo-te acima de tudo na vida
Lutarei para que tudo na vida, te corra bem

Esta minha filha
Que acabei de descrever
É parte da minha vida
É fruto do meu ser.

27/02/2011
Eugénia Santa Cruz

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

FOLCLORE ALÉM FRONTEIRAS

Cada vez mais sinto orgulhos na minha terra e nas suas gentes.
Hoje em especial a vocês queridos amigos por levarem além fronteiras o nossas folclore. Ver mãe, filhas e neto, os três primeiros nascidos na nossa linda aldeia de Corteçega. Trajados como os portugueses se vestiam antigamente é emocionante ver.
Há muito que estava para fazer esta pequena homenagem em por estas fotos no blogue da nossa terra, pois são gentes de lá que pertenceram ao nosso rancho folclórico fundado em 1971.
Em França continuam a honrar os nossos costumes e o nosso país.

Bem hajam tia Alice, Anabela, Fátima e seu filho Toni.

Alice, Fátima, Toni filho da da Fátima e Anabela.

Fátima e seu filho Toni

Anabela com um trage bem português

Danças bem portuguesas

Nota: Fotos rectiradas do facebook.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

POEMA

Hoje vou deixar aqui um poema em homenagem a minha filha Ana Filipa. Ela foi passar 3 meses à Finlândia em Erasmo, pois está no 3º ano de enfermagem. Quem é mãe sabe o que dói estar longe dos seus filhos, mesmo que seja um bem para o seu futuro. Vão ser 3 meses de angústia e saudades


Ana Filipa Lourenço

SAUDADES

Querida filha, hoje vais iniciar
Mais uma etapa da tua vida
Faças tu o que fizeres
Serás sempre a minha filha querida

Vais para um país longínquo estagiar
O teu currículo procurar enriquecer
Para nós não há duvida
Que na vida vais vencer

Hoje pela primeira vez
Vais andar de avião
Entrego-te a Deus
Que te guiará pela sua mão

Também à Nossa Senhora
Lhe peço com a minha fé
Que te proteja de todo o mal
E nunca do pé de ti arrede pé

Quando escolheste ser enfermeira
Para nós foi um orgulho
Lutas como ninguém
Para teres um bom futuro

Desde bem pequenina
Que revelaste a tua personalidade
Quando te contrariavam
Metias-te no teu quarto muito calada

Não desististe do teu sonho
Querias estudar, seguir em frente
Durante a tua vida de estudante
Sempre expusestes a tua forte presença

Regressares no mês de Maio
É para mim um sinal
Sei que a virgem te acompanhará
E esta minha fé vai, diminui os meus ais

Sinto um enorme orgulho
Em ser a tua mãe
Sei que nem sempre te compreendo
Mas acredita, Só quero o teu bem

Tu e a tua irmã
São a razão do meu viver
Por isso agradeço a Deus
Por todos os dias vos ver crescer

19/02/20100

Eugénia Santa Cruz

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

UM DIA EM FAMÍLIA




Naquele dia, naquela família, que nem sempre tinha tempo para eles mesmos...o pouco tempo livre era passada na maioria das vezes a discutir, esquecendo o verdadeiro conceito de família. O pai, resolveu que aquele domingo ia ser passado de forma diferente.
Disse à esposa para preparar a cesta de piquenique que iriam dar um passeio até à praia. A mulher ficou um pouco surpreendida, ainda pensou que estaria para chegar alguém pois não era costume do marido sair, estava sempre indisponível, achava que passear com a família ou sair com amigos não era assim tão relevante, uma saída apenas a quatro era uma raridade, mas naquele dia enganou-se, eram só mesmo eles os quatro que foram dar aquele passeio.
Mãe e filhas estavam radiantes, com tal decisão tomada pelo pai, iria ser um dia diferente...só para eles...só em família!
Ainda não era propriamente tempo de praia, mas os ventos estavam favoráveis e até estava um bom dia...assim que lá chegaram, as meninas saíram do carro e correram para ver o mar...estavam tão contentes...e estavam ansiosas por molhar os pezinhos e brincar na areia.
E assim aconteceu, correram descalças pela areia, até chegar à beirinha do mar...e quando a água fria tocou os seus pezinhos, elas soltaram um gritinho de alegria!
O dia estava a correr ás mil maravilhas...o pai, aquela pessoa que pouco tempo tem para elas...estava, naquele momento, a ajudá-las a fazer o castelo mais lindo...assim o diziam, ou pelo menos assim o desejavam...
A mãe, mais uma vez foi surpreendida pelo pai, pois era hábito deste, pegar no seu jornal e lê-lo...mas naquele dia não....aquele, era o dia da família!

As meninas, essas estavam radiantes...no fim da construção miraculosa, pai e filhas de maus dadas, pegaram no baldinho de areia e perguntaram à mãe, se queria ir ajudá-los a apanhar conchinhas, mas a mãe preferiu ficar a guardar os pertences, pois nunca se sabe...mas no fundo, ela preferiu ficar a observar, pai e filhas...preferiu ficar a apreciar aquele momento raro...lá iam eles tão entretidos em apanhar as conchinhas que sorriam para eles, cada vez que uma onda lhes banhava os pés!

Quando chegou a hora de almoço, escolheram um parque junto à praia, onde aí colocaram uma mantinha feita de trapos pela avó no seu tear, uma toalha bordada pela mãe e então aí deram início ao almoço...
No fim, de almoçar, ali permaneceram um bocado de tempo, pois o cansaço venceu-os e adormeceram...ali estavam os quatro, a tomar a sesta no fim de almoço...!
Algum tempo depois já passada a hora de fazer a digestão, regressaram à praia, onde aí brincaram o resto da tarde....mais conchas, mais castelos, jogar à raquete, jogar à bola...fazer buracos na areia...enfim, brincaram, brincaram...divertiram-se a quatro!
Por fim, chegou a hora de ir embora, arrumaram as suas coisinhas, entraram no carro e rumaram até casa...., quando lá chegaram já era praticamente noite...
Quando a mãe foi deitar as meninas, estas que estavam tão cansadinhas pelas brincadeiras...ainda disseram à mãe, que tinham adorado o dia e rezaram a Jesus a agradecer, a mãe, ficou sensibilizada pelas palavras das meninas....!
Após, ter escutado, as palavras das meninas, dirigiu-se ao quarto e abraçou o marido, agradecendo o dia que este lhes tinha proporcionado e lamentou-se por serem tão poucas as vezes que tal acontecia!
Vendo bem, é tão fácil agradar às crianças...é só dar um pouco de atenção...vendo ainda melhor...é tão fácil, se quisermos estar em família...por que será que estes momentos são tão escassos?

Actualmente, os pais estão mais preocupados em ganhar dinheiro...em trabalhar...e depois são raros os momentos de partilha...são raros os momentos de carinho, de atenção...mas, acredito que com um pouco de esforço, um pouco de boa vontade, todos teríamos tempo e tudo o mais para a nossa família!

Por vezes, não nos permitimos estes momentos, porque somos egoístas e esquecemos-nos que na família, não somos os únicos, existe sempre mais alguém para além de nós mesmos! Esquecemos-nos do verdadeiro conceito de FAMÍLIA!

Momentos de reflexão inscritos por:
Eugénia Santa Cruz
2011

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"