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sábado, 30 de abril de 2011

DIA DA MÃE




Caros Leitores:

Amanhã comemora-se o dia da Mãe este ano decidi colocar aqui uma carta enviada ao “Jornal O Amigo do Povo” e que me foi dada por uma grande amiga.
Para mim, dia da mãe é todos os dias e ao ler esta carta, não fiquei alheia ao que diz, por isso aqui deixo para que todos os filhos possam reflectir no conteúdo da mesma.




Clique em cima da carta para a poder ler em formato normal.













FELIZ DIA PARA TODAS AS MÃES DO MUNDO

quarta-feira, 27 de abril de 2011

AS BOAS FESTA NA NOSSA ALDEIA - CORTECEGA.

Na minha aldeia ainda se mantém a tradição da Páscoa dos nossos antepassados. Assim no Domingo passado por volta das 19 horas lá estavam as pessoas da aldeia à espera dos Senhores que vinham dar as Boas Festas e comemorar a ressurreição de Jesus Cristo.

Toda a gente da aldeia se juntou para acompanhar o compasso de casa em casa, que este ano teve uma novidade: em cada casa foi lida e deixada uma oração enviada pelo nosso padre Carlos, a qual cito:
“Pai Santo, derramai a vossa bênção sobre esta casa e os que nela habitam, para que não lhes falte a saúde, a paz, a alegria e o pão de cada dia Amem”.


No final fomos todos rezar uma oração à capela em honra da nossa senhora mãe de Jesus que tanto sofreu ao ver o seu filhoses o ser crucificado por nós: A qual transcrevo:
“Senhor,
Nós agradecemos a tua generosidade pela vinda à terra, exemplo e doutrina que nos deixaste e sobretudo pela tua entrega por nós.
Ajuda-nos no dia-a-dia a amar-vos mais, a amar-vos acima de todas as coisas, para um dia ressuscitarmos gloriosamente e vivermos contigo para sempre.
Maria Santíssima seja sempre nossa Advogada….Pai Nosso e Avé Maria.

De seguida fomos à casa de convívio onde nos esperava um lanche e filhós acabadas de fazer. Quentinhas estavam uma delicia…
Foi um resto de tarde maravilhoso, de alegria e convívio, não fosse ali a minha aldeia. Mais uma vez vai ficar na minha memória este dia.
Para os visitantes e amigos deste blog., aqui ficam algumas fotos. Clique em cima das mesmas para ver em tamanho normal.


A chegada do Compasso....


As entradas das casas enfeitadas de rosmaninho e alecrim.


Primeiro entram as pessoas, depois o compasso...


O saco do Dinheiro e a bênção da 1ª casa: A dos meus Padrinhos.


Na sala da casa da minha familia na aldeia.....


Sr. Vitó a descansar.... Pelas Ruas da Aldeia....



A caminho da capela ... Toca o Sino....



As filhós, quentinhas e um saboroso lanche de convivio.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

MARINHEIROS REÚNEM-SE EM GOIS (CORTECEGA)

Queridos Amigos!

É com muita alegria que no dia 30 de Abril de 2011 a Associação Desportiva e Cultural de Cortecega, vos recebe nas suas instalações nesta linda aldeia.
Estamos muito gratos pela vossa escolha e pelo prazer que nos dão em se virem deliciar com os cozinhados simples, mas muito saborosos que as gentes de Cortecega já nos habituaram. Podem também contar com a boa disposição e alegria contagiante e o voluntariado destas gentes.

P.S: A Presidente da Associação “ Tia Celeste” precisa da ajuda de todos na preparação do almoço. Assim deixo aqui um pedido (em nome da mesma) para estarmos presentes e ajudar no que for preciso como tem sido hábito. Para tal devem confirmar, se possível, esta mesma ajuda até ao dia 26/04/2011.

Feliz Pascoa para todos.



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Noticia publicada no Jornal Varzeense de 15/04/2011


segunda-feira, 18 de abril de 2011

VOTOS DE UMA FELIZ PÁSCOA

Em meu nome e da Associação Desportiva e Cultural de Cortecega, e dos seus habitantes, a todos uma:

sábado, 16 de abril de 2011

Reflexão em tempo de preparação para a Páscoa


Ao iniciar a missa deste domingo, Um dos párocos da paróquia a que pertenço (Algueirão Mem-Martins e Mercês) o padre Luís iniciou a missa dizendo:


Quem planta semente, colhe alimento;

Quem planta flores, colhe perfume;

Quem semeia trigo, colhe pão;

Quem Planta amor, colhe amizade;

Quem semeia alegria, colhe felicidade;

Quem semeia fé, colhe certeza;

Quem semeia carinho, colhe gratidão;

Quem semeia a verdade, colhe a confiança;

Quem planta a vida, colhe milagres.



Para os visitantes deste blogue, com carinho e amizade, aqui fica a minha reflexão sobre estas palavras em poesia, com as quais me identifico profundamente e me fazem pensar e reflectir.

A semente germina
Ao ser colocada no solo
A todos dá alimento
Ao nosso corpo dá consolo

As plantas dão o perfume
A flor transmite uma fragrância
Assim é a nossa vida
Sempre feita de esperança

Quem não esquece e semeia
O trigo e milho com sua mão
Tempos mais tarde
Dali recolhe o seu pão

Amor Tu que és a luz.
A luz que raia do céu
Que à amizade conduz
Prazeres que a vida nos deu.

Quem planta a amizade
Enche o coração de alegria
É enorme a felicidade
De sentir a sua magia

A fé move montanhas
Dá alegria, colhe certeza
Se nunca nos faltar a fé
Vivemos com mais firmeza

A amizade é como um jardim
A cultivar com ternura
Regado com pingos de carinho
Amizade floresce com doçura.

Quem semeia carinho
Colhe a gratidão
Dá paz aos outros
E ao seu próprio coração

Quem semeia a verdade
Tem sempre o dom da realidade
Colhe confiança
É um ser de lealdade

Temos dons e talentos
Procurando a paz merecida
Podemos afastar os lamentos
Somos um milagre da vida.


Com votos de uma santa Páscoa
Eugenia Santa Cruz
10-04-2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

A FAMILIA

Dia da família é todos os dias
Dias de perdão e união
Que todas as famílias do mundo
Tenham paz no seu coração

As palavras do pároco Luís
Na homilia da missa deste domingo
Entraram no coração de todos
E fizeram-me pensar o que sinto

Muitas vezes chegamos a casa
Cansados, sem vontade de falar
Mas se alguém diz alguma coisa
Pomo-nos logo a gritar

Não nos damos tempo
De ouvir o nosso coração
Ralhamos uns com os outros
E muitas vezes ninguém tem razão

A palavra perdoar, compreender
Foi-nos tramitada pelos nossos pais
Mas é tão fácil julgar
Sem pensar nos demais

Quando através das suas palavras
O padre Luís perguntou
Quem já não chegou a casa
E nem para o outro olhou!

Desculpamo-nos com o trabalho
O stress do dia-a-dia
Com os momentos de crise
Não mostrando alegria

Mas se olharmos em redor
E pensarmos na família que temos
Com os seus defeitos e virtudes
Muito mais felizes seremos!

De costas viradas para o outro
Passamos anos zangados
Não será fácil, mas devemos tentar
Esquecer momentos malfadados


Poema de:
Eugénia Santa Cruz
2011

sábado, 26 de março de 2011

A VIDA NAS ALDEIAS

Nasci numa aldeia
No interior de Portugal
Hoje quero aqui descrever
Como era a vida Rural

As pessoas levantavam-se cedo
E para os campos iam trabalhar
Do nascer do sol até se por
Só paravam na hora do calor
Para descansar.

A manhã estava a nascer
Ouvia-se o galo a cantar
Acendiam a lareira para fazer café
Está na hora de levantar!
Porque há muito que andar a pé

Pelas seis horas da manha,iam ao curral
Ordenhar as cabras e as ovelhitas
Pois o leite tinham que colher
E depois juntarem às mães,os cabrititos

A roçadoira está afiada
Para o mato ir cortar
O curral tem de ser limpo
Para o gado se deitar

Os filhos seguiam para a escola
Aqueles que tiveram a sorte de estudar
Pois a dita não cabia a todos
Alguns iam para os campos trabalhar

Quando o sol nascia
Já ao longe se ouvia
O cantar das mulheres e homens
Pareciam uma cotovia

Num tempo a sementeira das batatas
Noutro o milho e feijão
Todos tinham de trabalhar
Para que em casa não faltasse o pão

Mãos calejadas da enxada
Rosto enrugado
Cada ruga tem uma história
Quem as houve fica encantado

São estas histórias que ouvimos
Que devem passar de geração em geração
Para que nunca se esqueçam
Que, é gente como esta
Que semeia o nosso pão

De segunda a sábado
Todos iam trabalhar
Ao Domingo iam à missa
Pois o dia era para descansar

Lembro-me dos bailaricos
Ao toque da concertina
Lá se juntavam os rapazes
Para dançar com a sua garina

Os irmãos Diogo, Alfredo e Arlindo
Três irmãos que sabiam encantar
Ao tocar, faziam um brilharete
As moças gostavam de dançar

Era uma alegria ouvi-los
Diziam as pessoas mais antigas
Andavam a tocar de aldeia em aldeia
Para verem dançar as raparigas

Mais tarde os bailes eram feitos
Ao toque da musica das rádios
Dos discos em vinil
Que ali eram colocados

Com as candeias à cabeça
As mães sempre atentas vigiavam
Os rapazes que vinham para o baile
Que com as suas filhas dançavam

Malandrecos já eles eram
Quando passavam pelas candeias
Assopravam para as apagar
E assim, as raparigas beijar

Ao toque das concertinas
Lá iam as moçoilas dançar
Os rapazes faziam apostas:
Qual delas iam namorar?

Hoje, graças a Deus, tudo é diferente
Todos vão à escola estudar
Seguindo os seus estudos
E a Licenciatura tirar.

Os campos estão ao abandono
Pois a vida fez as pessoas emigrar
Umas para as grandes cidades
Outras para o estrangeiro
Para melhor vida procurar

Actualmente vão aos supermercados
Ali encontram o que precisam
Mas se não voltarem a cultivar os campos
Um dia acaba-se o que mais necessitam

Hoje, os que em tempos emigraram.
Sempre que podem voltam às povoações
Principalmente em alturas especiais
Para alegrar os seus corações

No verão é tempo de férias
Deixam as suas casas nas cidades
Procuram as suas terras Natal
Para matar as saudades

A vida nas aldeias é serena e bela,
Ar puro, campos com flores amarelas
Pássaros a chilrear pela manhã
Sons dos trincos das portas e janelas

17-03-2011
Poema de:
Eugénia Santa Cruz

quarta-feira, 16 de março de 2011

PASSAGEM DE ANO NOVO EM "CORTECEGA"

Como referi aqui neste blogue dias antes da Passagem do Ano Novo, o mesmo ia ser comemorado na Associação Desportiva e Cultural de Cortecega.
Mas, nunca aqui publiquei se o mesmo tinha corrido bem. Pois, meus amigos só ontem recebi as fotos que podem comprovar que mais uma vez que foi uma noite bem animada e com muita alegria, como esta terra já nos habituou, um sucesso.
Como o ditado diz: “Vale mais tarde que nunca”, Assim, vou publicar aqui algumas fotos para que as possam ver e recordar velhos tempos, como por exemplo depois da meia-noite andar de adega em adega ao toque da concertina festejar o ano novo e beber um copinho.

Obrigada ao grupo de Aveiro, que pelo segundo ano escolhem a nossa aldeia para passar a passagem de Ano. Também ao grupo de Lisboa e a todos os presente.

Espero para o ano poder estar convosco, para partilhar mais uma noite de alegria.



A vista era agradavel...


A Dina tentou, mas para abrir precisou de ajuda...


Toca a dar início ao baile, o tio Acácio toca a concertina.


Todos para a rua.Fazer barulho com as tampas da panela,
espantar o ano velho.

Viva o Ano Novo, 2011 chegou....

A "Tó Zé" fazia anos, foi cantado os parabéns


Chegou a hora de atacar as adegas....

Pelas ruas, tocam a concertina e os bombos


Chegaram à adega, e para não se perder nada
toca a beber pela telha.

sexta-feira, 11 de março de 2011

A NATUREZA

Ao visitar o Blogue do Cadafaz
Fiquei com o coração recheado
Ao ver aquelas fotos
Relembrei o passado

Foram tiradas pelo meu irmão
As fotos aqui deixadas
Que nos montra como é bela
Os campos e suas flores
Brilham nas folhas molhadas

Uma foi tirada ao subir
De Góis para o alto da portela
As Acácias de um lado e outro
Vestidas de cor amarela

Outra foi fotografada
Mesmo lá do altinho
Aonde se pode ver o rio
Lembrando onde brincou de pequenininho

Múltiplas castas se enunciam
Em cada espécie de flor, há uma cor,
Nas várias que brilham nos montes
Em cada uma existem raios de amor

Os campos estão de várias cores
Mas o amarelo é predominante
Unicamente se respira ar puro,
O sol até parece mais brilhante

Os nabos ao florir
São de um amarelo cintilante
Tornando ainda mais bela
A paisagem deslumbrante

Na paisagem da existência,
A Mãe Natureza se faz representar
As serras cobertas por um manto
E as águas que correm no rio
Vão saltitando de pedra em pedra
Até chegarem ao mar

Poema de:
Eugénia Santa Cruz

Nabos a florir

Os palheiros onde se guardavam as coisas do campo

As flores da Acácias e Moita

Estrada que sobe de Gois para Cortecega

O açude da central electrica

A central eléctrica de Gois

O rio Ceira

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"