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sábado, 29 de outubro de 2011

MUDANÇA DE HORA


Esta noite muda a hora, vamos entrar na Hora de Inverno, que se vai manter até dia 25 de Março de 2012, por isso, não se esqueça de atrasar 1 hora o seu relógio. Assim às 2 horas, o seu relógio tem de passar para a 1 hora da manhã, ou seja atrasar em 60 minutos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"XVII ALMOÇO DAS VINDIMAS E I ALMOÇO DA DESFOLHADA DO MILHO"

Grupo de "O pisar das Uvas" Cortecega 2010
 Fotos rectiradas da Net...

Mais uma vez aproveito este nosso blogue para informar que a Associação Desportiva e Cultural de Cortecega vai realizar dia 29 de Outubro de 2011 o já tradicional almoço das vindimas. Este ano um pouco mais tarde pelos motivos já esclarecidos.

No entanto, vamos juntar dois em um, e vai ser feita uma demonstração de como antigamente se “descapelava” ou “descamisava” o milho. Eu sempre ouvir dizer à minha mãe…

-Meninos hoje à noite vamos descapelar o milho da tia Maria, por isso para mim é descapelar. E também como se debulhava, erguia e depois ia para a eira secar.

O almoço começa por volta da 13horas, a ementa é uma surpresa para já, mas quem já conhece a gentes de Cortecega sabe que a comida é sempre uma delícia.

Este almoço vai ser acompanhado pelo Grupo Musical “Sabores Latinos” e como o nome indica deve ser bem animado, no entanto as concertinas e os acordeões estarão presentes, pois o pisar das uvas e o descapelar do milho só mesmo ao som das concertinas.

Amigos e conterrâneos Apareçam e levem um amigo novo pois, passará a ser nosso amigo também.

Mais tarde darei mais pormenores.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

IV ENCONTRO DE POESIA NA ALDEIA DE XISTO - PENA

Mais uma vez se realizou o IV encontro de poesia numa das aldeias de Xisto do Concelho de Gois, desta vez na linda Aldeia da Pena, cujo o tema foi "As condições Climatéricas".
O encontro começou com a apresentação dos Poetas Populares apresentados pela D. Rita da empresa “Lousitânia”, organizadora destes encontros.
 Seguiu-se o Workshop da Broa Serrana. Este constou numa explicação por parte de uma residente da terra das várias fazes da confecção da broa.
Começando pelo peneirar da farinha de milho e de centeio, o juntar do fermento, da água morna e da maneira como a mesma se amassa, terminando esta etapa com uma cruz feita em cima da massa seguida da oração “Deus te ponha a santa virtude que eu de mim fiz o que pude” oração que os antigos diziam para a massa fintar.
Tudo isto com a participação dos presentes e daqueles que quiseram experimentar. Seguiu-se o aquecer do Forno.
Enquanto a broa fintava, deu-se início à primeira parte do momento de poesia pelos seus autores: D. Luísa, Sr. Adriano Pacheco, D. Clarisse Sanches e Eugénia Santa Cruz.
Voltámos à broa e nesta fase tendemos a mesma e juntámos à massa a já tradicional mistura de carne e chouriço para fazer uma deliciosa bola de carne. Enquanto a broa cozia seguia-se a segunda parte de poesia.
Finalmente veio a hora do lanche onde todos os participantes e visitantes puderam deliciar-se com a broa quentinha, a bola de carne, o queijo de cabra, o mel, etc.…tudo produtos da região.
Para uns a participação foi uma partilha de saberes e para outros foi o reviver dos tempos passados.
Parabéns aos organizadores destes eventos, pois só assim poderemos dar a conhecer as nossas lindas aldeias assim como os conhecimentos e as vivências do passado e presente destas terras e destas gentes

 Uma das várias casas de Xisto da aldeia da Pena
 Uma imagem esculpida numa parede das casas

 O tender da farinha para a broa
 Um jovem Visitante a experimentar

 Outro visitante que quis recordar o passado

 Eugénia Santa Cruz a declamar um poema

 Entrega das lembranças pela Rita da Lousitânia

 Entrega das lembranças aos poetas que participaram, D. Luísa, Sr. Adriano, D. Clarisse e Eugénia
 Uma das ruas da aldeia da Pena
 O forno onde foi cozida a broa

 O Tegelão onde se mete a massa para tender

 A gamela onde foi amassada a broa

 Uma linda rua da aldeia da Pena

 A Rita à apresentar os produtos da região

 A mesa dos petiscos...e que petiscos...

 Que delicia que estava tudo!

 Esta broa quentinha...aiaiai...e esta bola de carne...hum..
Eu na companhia destas lindas senhoras, que tão bem nos receberam. Obrigada

UM DOS POEMAS DECLAMADOS NESTE DIA.
AS ESTACÕES DO ANO

As estações do ano são quatro
Primavera, Verão Outono e Inverno
O Clima vai se transformando
Frio, vento, chuva, calor…
No verão os fogos que ardem
Transforma as serras num inferno
 Não há uma ordem concreta
Eu aprendi que a primavera vem primeiro
Mas outros dizem que tem início no inverno!
Porque passa pelo mês de Janeiro

Primavera…Ai a Primavera!
Tempo de todas as realidades
Os campos ganham cores
De várias tonalidades.
Quando chega a Primavera
O vento sopra devagarinho
As andorinhas e os pardais
Nos beirais fazem seu ninho.
É primavera e talvez seja por isso
Que o dia já aparece a sorrir
O amanhecer fez o sol nascer antes da hora
E a planície reveste-se de flores a abrir



No verão, o sol que já brota tão belo
Faz mais forte o tom do céu branco e anilado,
Convidando todos nós a nos libertarmos

E ir a banhos no rio ou no mar

Nas nossas praias fluviais de Góis
De águas límpidas e cintilantes
Que com o seus recantos
Faz com que namorem…
Ali Muitos amantes.
No Outono, o sol já não é tão audacioso
É tempo de labutar, é tempo de colheita,
Nos campos um barulhinho dos pardais
Faz lembrar o inverno…
Que se aproxima cada vez mais·
 


O Outono para muitos
É tempo de melancolia
Mas para outros é o início
De uma longa e graciosa vida

E por último, com o inverno mais bravio, 
Vem a chuva, o frio a neve
Das chaminés sai o fumo
Que aquece os corpos enregelados
Que chegam a casa dos trabalhos
Muitos deles, todos molhados.

Mas é no inverno que é Natal
Mês de grande alegria
Foi no dia 25 de Dezembro
Que nasceu o Deus menino…
Que nos guia, dia após dia.

Veio ao mundo para dar o exemplo
De harmonia e humildade
Dando a vida por nós
Em troca não pediu nada.
Existem os amigos Outono,
Que são aqueles que caiem
Como as folhas que caem da árvore
Mas depois de se levantarem
Não se deixam cair jamais. 
O clima ao longo do ano
Muda constantemente
Ora frio ora calor
A intempérie não interessa
Mas sim, um clima de amor.
Poema de:
Eugenia Santa Cruz
10/09/2011

“A Qualidade de Vida dos Idosos em Góis”

“A Qualidade de Vida dos Idosos em Góis”

Casa do Concelho de Góis
Associação Regionalista de Melhoramentos, Propaganda, Cultura e Assistência


Freguesias: Alvares – Cadafaz – Colmeal – Góis – Vila Nova do Ceira

 
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De acordo com o plano de actividades proposto para o ano de 2011, vai o Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis realizar no próximo dia 22 de Outubro pelas 15:00 horas, na sua sede, sita na Rua de Santa Marta 47, R/C Dto. em Lisboa, um dia dedicado à:

“A Qualidade de Vida dos Idosos em Góis”
Programa:

Painel A:

 
O Papel dos Técnicos de Saúde- O Estado da Arte e Perspectivas de Evolução Futura
  • Dra. Cláudia Pinto, Médica, Coordenadora do Cento de Saúde, Góis
  • Dr. José Coroa e Dra Ana Coroa, Farmacêuticos, Farmácia Coroa, Góis; Farmácia da Serra, Alvares e Cortes Pharma, Cortes. 
  • Enfa. Isabel Afonso, Enfermeira, Centro de Saúde, Góis 
  • Prof. Carlos Poiares, Psicologia Forense, Universidade Lusófona, Lisboa
Painel B:
Assistência Social, Urgência, Ambulatória e Residencial - Situação actual e Perspectivas de Evolução Futura.
  • Comandante Francisco Dias, Bombeiros Voluntários, Góis 
  • José Serra, Provedor, Santa Casa da Misericórdia, Góis 
  • A designar, Direcção, Centro Paroquial de Solidariedade Social de Alvares 
  • Francisco Gomes, Direcção, Centro Social Rocha Barros 
  • Dra. Lurdes Castanheira, Presidente, Câmara Municipal, Góis
 
 
 Convidamos desde já todos os Goienses a estarem presentes, pois pretendemos com esta sessão proporcionar uma visão global sobre aassistência aos idosos no Concelho de Góis, carências sentidas e perspectivas de melhoria da qualidade de vida no futuro.

O Conselho Regional
tags: casa do concelho de gois


publicado por penedo às 23:37

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

10 DE SETEMBRO - IV ENCONTRO DE POESIA


10 DE SETEMBRO- IV ENCONTRO DE POESIA

LOCAL: ALDEIA DE XISTO DA PENA - GOIS
TEMA:
AS CONDIÇÕES CLIMATÉRICAS

A ALDEIA DO XISTO de Pena, em Góis, recebe mais um Encontro de Poesia Popular, sob o tema "As Condições Climatéricas". Além da poesia e do convívio, há sempre espaço para a animação. Participe neste momento de convívio, no qual se partilham experiências e vivências do passado e presente destas terras e destas gentes. Os ENCONTROS DE POESIA POPULAR têm lugar nas várias ALDEIAS DO XISTO de Góis, e têm como objectivo principal, exortar a população local e outros à participação e partilha de saberes.

Programa:

15h00 – Sessão de Abertura. Segue-se o Workshop da Broa Serrana: Peneirar, Amassar, Tender.

Momentos de Poesia com Adriano Pacheco, Clarisse Sanches e Eugénia Santa Cruz.
Exibição da curta-metragem documental: “Coração do Xisto”. Lanche convívio com a broa serrana feita pelos participantes.

18h00 – Encerramento do IV Encontro de Poesia.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

XVIII CONCENTRAÇÃO MOTOTURISTICA DE GÓIS

Mais um ano e lá estava a “Associação Desportiva e Cultural de Cortecega” com a simplicidade e alegria para receber os Motards que se deslocaram à XVIII Concentração Mototuristica nos dias 18,19, 20 e 21 de Agosto e que mais uma vez nos brindaram com a sua escolha para ali poderem fazer as suas refeições.
A nossa aldeia é já conhecida por muitos uma vez que a origem da Associação muito tem a ver com esta concentração (e quase me arrisco a dizer que sem esta não seria possível o nosso sonho se tornar realidade).
As obras continuam ano após ano e este ano quem lá foi encontrou um espaço já pintado, quase todas as divisões com chão novo, um fogão industrial, entre outros. Mas, para que tudo isto seja possível temos de arregaçar as mangas e trabalhar.



Começando na semana que antecede os motards e terminando uns dias após o fim da concentração, as gentes de Cortecega não param.

Servir cerca de 750 refeições principais, mais os pequenos-almoços e os lanches não é fácil mas quem corre por gosto não cansa.
Ali só está quem quer ajudar. Sempre voluntários, de todas as idades, este ano éramos cerca de 40 pessoas. A nossa maior recompensa é saber que quem nos visitou saiu feliz e ver a nossa Hospedaria “Trepadinha” cada vez mais perto de estar concluída.

A próxima aventura será no dia 8 de Outubro de 2011.
O almoço anual das Vindimas já tem lugar há vários anos e como sempre haverá muita música e animação. Toda a gente é bem vinda !

A nossa Hospedaria está sempre aberta para quem ali quiser dormir e é só marcar.

As fotos aqui deixadas demonstram um pouco do trabalho, da alegria contagiante de quem trabalha, dos visitantes e das iguarias ali servidas.

UM BEM HAJA A TODOS E PARA O ANO CÁ VOS ESPERAMOS.


 


Caros visitantes, uma vez que estas fotos não tem grande qualidade e a pedido de vários amigos, publico em slideshow ao lado direito deste blogue novamente as fotos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES - CORTECEGA

Verão é sinónimo de festa, sinónimo de festas e populares…

Em tempos celebravam-se com mais alegria e fervor, todas as aldeias tinham as suas festas de verão em honra dos seus padroeiros. Cortecega não fugia à regra e tinha as sua festa em honra da sua padroeira Nossa Senhora Das Neves, que duravam uma semana… tempos que já lá vão embora ainda haja quem lute e tenha força para arrastar outras pessoas e assim não deixar morrer estas lindas tradições.

Neste campo quero em meu nome pessoal agradecer ao Sr. José das Neves que de há alguns anos para cá tem sido o grande responsável por esta festa não ter acabado. É verdade que sozinho não conseguia, mas basta dizer “vamos fazer” que ao seu lado o povo se reúne e nestes dias todos estão presentes para ajudar no que for preciso.

Apesar de hoje ser diferente, a alegria contagiante do povo desta linda aldeia foi passando de geração em geração e este ano a nossa festa foi nos dias 6 e 7 de Agosto. Foram apenas dois dias mas a alegria e boa disposição estiveram sempre presentes. A música começa a tocar e soar pela aldeia, acompanhada pelo cheiro da broa, chanfana, filhós e outras iguarias que se sente no ar .

A população começou a chegar à festa e o tempo chuvoso arrastou as pessoas para dentro da Associação Desportiva e Cultural, onde se realizou o baile de Sábado… Pessoas de todos os lados foram-se cumprimentando.

Depois de chegar à festa uns refrescam a garganta enquanto outros compram umas rifas… As prateleiras eram convidativas e tinham de tudo um pouco.

Por mais que encontremos objectos que não nos façam falta, o mistério de saber qual é o prémio no papel faz sempre furor e só ficamos contentes quando trazemos uma caneca para casa ou até um par de meias.

Depois vem um pezinho de dança ao som do conjunto “Cheirinhos do Sul” que durou até de madrugada…

A noite alongou-se e os mais resistentes aguentam-se sempre com uma loirinha como companhia e as arcas estiveram sempre atestadas, pois faltar bebida numa festa em Cortecega jamais.

Por entre bebidas e diversão, uns vão para as suas casas e o recinto vai ficando vazio. É nesta altura que muitos começam a sua própria festa… no seu perfeito juízo ou não, o bar ainda vai dando lucro. As concertinas, o bombo e os ferrinhos saem do armário e a festa continua rua a baixo até o dia nascer…

Domingo pela manhã chegou o nosso cozinheiro Zé, a ele se juntaram (desta vez um pouco mais tarde pois a noite foi longa) as já habituais ajudantes (nós). E assim se confeccionou um excelente almoço para mais de 120 pessoas que mais um ano se juntaram a nós.

Durante a tarde houve a já tradicional sardinhada acompanhada das papas de milho, ao som das concertinas de Cortecega tocadas pelo Felisberto e Américo no Bombo a Bela, acompanhados pelas “cantadeiras afamadas”, Cecília, Eugénia, Anabela e Júlia.
Um bem-haja a todos e até dia 8 de Outubro no Almoço das Vindimas, pois Cortecega espera por vós.

Aqui ficam as fotos para melhor recordar estes dois dias de euforia:



Caros visitantes, uma vez que estas fotos não tem grande qualidade e a pedido de vários amigos, publico em slideshow  ao lado direito deste blogue novamente as fotos.

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"