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terça-feira, 1 de novembro de 2011

XVII ALMOÇO DAS VINDIMAS - XV ADCC- 2ª PARTE

Aqui mais algumas fotos.
Neste caso as do bailarico, do cozido à portuguesa. Jamais poderia deixar de destacar o cantar dos parabéns e o partir do bolo, que este ano contou com a presença da pessoa mais idosa da nossa aldeia que fez questão de se vestir com o traje do antigo Rancho Folclórico de Cortecega. Obrigada tia Laurinda por ter presenteado os presentes com a sua presença.

O Baile
 A Graça e a Dina no seu melhor....

 Tocam, dançam e divertem-se...Cortecega no seu melhor....
 A Animação era contagiante...
 Da esquerda para a direita Srª. Presidente da Câmara Drª Lurdes Castanheira, D. Laurinda e a Presidente da ADCC D. Celeste Santos.
 Cantar os parabéns ao XVII almoço das vindimas e XV da ADCC

 O Assoprar das Velas
 Amassar as Filhós
O Cozido à Portuguesa

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

XVII ALMOÇO DAS VINDIMAS - XV ADCC- 1ª PARTE

 Cartaz do Almoço
 O BOLO
 Aspecto da sala na hora do almoço

 O Conjunto Sons Latinos

 Início da demonstração das várias tradições
 A descapelada
 As castanhas
 As senhoras com o molho da caruma, cesto das uvas e do milho.
Da 1ª geração à actual 4ª geração do antigo Rancho Floclórico de Cortecega
 Os tocadores ...
 A bela espiga de milho que vai dar a farinha para fazer a broa para o proximo almoço...
 A Cila canta o fado e pisa a uva
 Ao toque da concertina, canta-se o fado, pisa-se as uvas e descapela-se o milho
A Dina a dizer! é para colocar aqui....
 Olha a bela espiga!

Mais um almoço, mais um sucesso.
Foi no dia 28 de Outubro que se realizou mais um convívio em Cortecega, o já tradicional XVII Almoço das vindimas assim como XV aniversário da ADCC.

Mas, como este ano foi um pouco mais tarde, deu também para fazer uma pequena demonstração de como se descapelava o milho antigamente, como se pisavam as uvas e ainda houve tempo para o típico o magusto como se pode verificar nas fotos aqui deixadas.

sábado, 29 de outubro de 2011

MUDANÇA DE HORA


Esta noite muda a hora, vamos entrar na Hora de Inverno, que se vai manter até dia 25 de Março de 2012, por isso, não se esqueça de atrasar 1 hora o seu relógio. Assim às 2 horas, o seu relógio tem de passar para a 1 hora da manhã, ou seja atrasar em 60 minutos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"XVII ALMOÇO DAS VINDIMAS E I ALMOÇO DA DESFOLHADA DO MILHO"

Grupo de "O pisar das Uvas" Cortecega 2010
 Fotos rectiradas da Net...

Mais uma vez aproveito este nosso blogue para informar que a Associação Desportiva e Cultural de Cortecega vai realizar dia 29 de Outubro de 2011 o já tradicional almoço das vindimas. Este ano um pouco mais tarde pelos motivos já esclarecidos.

No entanto, vamos juntar dois em um, e vai ser feita uma demonstração de como antigamente se “descapelava” ou “descamisava” o milho. Eu sempre ouvir dizer à minha mãe…

-Meninos hoje à noite vamos descapelar o milho da tia Maria, por isso para mim é descapelar. E também como se debulhava, erguia e depois ia para a eira secar.

O almoço começa por volta da 13horas, a ementa é uma surpresa para já, mas quem já conhece a gentes de Cortecega sabe que a comida é sempre uma delícia.

Este almoço vai ser acompanhado pelo Grupo Musical “Sabores Latinos” e como o nome indica deve ser bem animado, no entanto as concertinas e os acordeões estarão presentes, pois o pisar das uvas e o descapelar do milho só mesmo ao som das concertinas.

Amigos e conterrâneos Apareçam e levem um amigo novo pois, passará a ser nosso amigo também.

Mais tarde darei mais pormenores.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

IV ENCONTRO DE POESIA NA ALDEIA DE XISTO - PENA

Mais uma vez se realizou o IV encontro de poesia numa das aldeias de Xisto do Concelho de Gois, desta vez na linda Aldeia da Pena, cujo o tema foi "As condições Climatéricas".
O encontro começou com a apresentação dos Poetas Populares apresentados pela D. Rita da empresa “Lousitânia”, organizadora destes encontros.
 Seguiu-se o Workshop da Broa Serrana. Este constou numa explicação por parte de uma residente da terra das várias fazes da confecção da broa.
Começando pelo peneirar da farinha de milho e de centeio, o juntar do fermento, da água morna e da maneira como a mesma se amassa, terminando esta etapa com uma cruz feita em cima da massa seguida da oração “Deus te ponha a santa virtude que eu de mim fiz o que pude” oração que os antigos diziam para a massa fintar.
Tudo isto com a participação dos presentes e daqueles que quiseram experimentar. Seguiu-se o aquecer do Forno.
Enquanto a broa fintava, deu-se início à primeira parte do momento de poesia pelos seus autores: D. Luísa, Sr. Adriano Pacheco, D. Clarisse Sanches e Eugénia Santa Cruz.
Voltámos à broa e nesta fase tendemos a mesma e juntámos à massa a já tradicional mistura de carne e chouriço para fazer uma deliciosa bola de carne. Enquanto a broa cozia seguia-se a segunda parte de poesia.
Finalmente veio a hora do lanche onde todos os participantes e visitantes puderam deliciar-se com a broa quentinha, a bola de carne, o queijo de cabra, o mel, etc.…tudo produtos da região.
Para uns a participação foi uma partilha de saberes e para outros foi o reviver dos tempos passados.
Parabéns aos organizadores destes eventos, pois só assim poderemos dar a conhecer as nossas lindas aldeias assim como os conhecimentos e as vivências do passado e presente destas terras e destas gentes

 Uma das várias casas de Xisto da aldeia da Pena
 Uma imagem esculpida numa parede das casas

 O tender da farinha para a broa
 Um jovem Visitante a experimentar

 Outro visitante que quis recordar o passado

 Eugénia Santa Cruz a declamar um poema

 Entrega das lembranças pela Rita da Lousitânia

 Entrega das lembranças aos poetas que participaram, D. Luísa, Sr. Adriano, D. Clarisse e Eugénia
 Uma das ruas da aldeia da Pena
 O forno onde foi cozida a broa

 O Tegelão onde se mete a massa para tender

 A gamela onde foi amassada a broa

 Uma linda rua da aldeia da Pena

 A Rita à apresentar os produtos da região

 A mesa dos petiscos...e que petiscos...

 Que delicia que estava tudo!

 Esta broa quentinha...aiaiai...e esta bola de carne...hum..
Eu na companhia destas lindas senhoras, que tão bem nos receberam. Obrigada

UM DOS POEMAS DECLAMADOS NESTE DIA.
AS ESTACÕES DO ANO

As estações do ano são quatro
Primavera, Verão Outono e Inverno
O Clima vai se transformando
Frio, vento, chuva, calor…
No verão os fogos que ardem
Transforma as serras num inferno
 Não há uma ordem concreta
Eu aprendi que a primavera vem primeiro
Mas outros dizem que tem início no inverno!
Porque passa pelo mês de Janeiro

Primavera…Ai a Primavera!
Tempo de todas as realidades
Os campos ganham cores
De várias tonalidades.
Quando chega a Primavera
O vento sopra devagarinho
As andorinhas e os pardais
Nos beirais fazem seu ninho.
É primavera e talvez seja por isso
Que o dia já aparece a sorrir
O amanhecer fez o sol nascer antes da hora
E a planície reveste-se de flores a abrir



No verão, o sol que já brota tão belo
Faz mais forte o tom do céu branco e anilado,
Convidando todos nós a nos libertarmos

E ir a banhos no rio ou no mar

Nas nossas praias fluviais de Góis
De águas límpidas e cintilantes
Que com o seus recantos
Faz com que namorem…
Ali Muitos amantes.
No Outono, o sol já não é tão audacioso
É tempo de labutar, é tempo de colheita,
Nos campos um barulhinho dos pardais
Faz lembrar o inverno…
Que se aproxima cada vez mais·
 


O Outono para muitos
É tempo de melancolia
Mas para outros é o início
De uma longa e graciosa vida

E por último, com o inverno mais bravio, 
Vem a chuva, o frio a neve
Das chaminés sai o fumo
Que aquece os corpos enregelados
Que chegam a casa dos trabalhos
Muitos deles, todos molhados.

Mas é no inverno que é Natal
Mês de grande alegria
Foi no dia 25 de Dezembro
Que nasceu o Deus menino…
Que nos guia, dia após dia.

Veio ao mundo para dar o exemplo
De harmonia e humildade
Dando a vida por nós
Em troca não pediu nada.
Existem os amigos Outono,
Que são aqueles que caiem
Como as folhas que caem da árvore
Mas depois de se levantarem
Não se deixam cair jamais. 
O clima ao longo do ano
Muda constantemente
Ora frio ora calor
A intempérie não interessa
Mas sim, um clima de amor.
Poema de:
Eugenia Santa Cruz
10/09/2011

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"