"Cortecega terra dourada
Foi onde nascemos
E onde fizemos
Grandes desfolhadas.
No meio das desfolhadas
Havia muitas barbelas
A casa da tia carriça
Estava cheia de capelas.
Ao longe já se ouvia
A juventude a cantar
Procurando a espiga vermelha
Para os presentes poderem beijar
Cada vez que se encontrava a espiga
Tocavam a concertina
Lá vinha o dono do milho
Distribuir um copinho
Domingos, dias santos e noites
O povo lá se reunia
Cantando às desgarradas
Passavam mais uma noite e um dia
Cortecega, situada numa encosta
Terra do meu coração
Aos teus pés fica o rio Ceira
Na tua cabeça o Rabadão.
A serra do Rabadão
Está cheia de belezas
Cortecega, aldeia Serrana
És das mais portuguesas"
Eugenia (2007)
"Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo.... Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer"
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
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A MINHA ALDEIA
" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"