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sábado, 16 de abril de 2011

Reflexão em tempo de preparação para a Páscoa


Ao iniciar a missa deste domingo, Um dos párocos da paróquia a que pertenço (Algueirão Mem-Martins e Mercês) o padre Luís iniciou a missa dizendo:


Quem planta semente, colhe alimento;

Quem planta flores, colhe perfume;

Quem semeia trigo, colhe pão;

Quem Planta amor, colhe amizade;

Quem semeia alegria, colhe felicidade;

Quem semeia fé, colhe certeza;

Quem semeia carinho, colhe gratidão;

Quem semeia a verdade, colhe a confiança;

Quem planta a vida, colhe milagres.



Para os visitantes deste blogue, com carinho e amizade, aqui fica a minha reflexão sobre estas palavras em poesia, com as quais me identifico profundamente e me fazem pensar e reflectir.

A semente germina
Ao ser colocada no solo
A todos dá alimento
Ao nosso corpo dá consolo

As plantas dão o perfume
A flor transmite uma fragrância
Assim é a nossa vida
Sempre feita de esperança

Quem não esquece e semeia
O trigo e milho com sua mão
Tempos mais tarde
Dali recolhe o seu pão

Amor Tu que és a luz.
A luz que raia do céu
Que à amizade conduz
Prazeres que a vida nos deu.

Quem planta a amizade
Enche o coração de alegria
É enorme a felicidade
De sentir a sua magia

A fé move montanhas
Dá alegria, colhe certeza
Se nunca nos faltar a fé
Vivemos com mais firmeza

A amizade é como um jardim
A cultivar com ternura
Regado com pingos de carinho
Amizade floresce com doçura.

Quem semeia carinho
Colhe a gratidão
Dá paz aos outros
E ao seu próprio coração

Quem semeia a verdade
Tem sempre o dom da realidade
Colhe confiança
É um ser de lealdade

Temos dons e talentos
Procurando a paz merecida
Podemos afastar os lamentos
Somos um milagre da vida.


Com votos de uma santa Páscoa
Eugenia Santa Cruz
10-04-2011

sábado, 26 de março de 2011

A VIDA NAS ALDEIAS

Nasci numa aldeia
No interior de Portugal
Hoje quero aqui descrever
Como era a vida Rural

As pessoas levantavam-se cedo
E para os campos iam trabalhar
Do nascer do sol até se por
Só paravam na hora do calor
Para descansar.

A manhã estava a nascer
Ouvia-se o galo a cantar
Acendiam a lareira para fazer café
Está na hora de levantar!
Porque há muito que andar a pé

Pelas seis horas da manha,iam ao curral
Ordenhar as cabras e as ovelhitas
Pois o leite tinham que colher
E depois juntarem às mães,os cabrititos

A roçadoira está afiada
Para o mato ir cortar
O curral tem de ser limpo
Para o gado se deitar

Os filhos seguiam para a escola
Aqueles que tiveram a sorte de estudar
Pois a dita não cabia a todos
Alguns iam para os campos trabalhar

Quando o sol nascia
Já ao longe se ouvia
O cantar das mulheres e homens
Pareciam uma cotovia

Num tempo a sementeira das batatas
Noutro o milho e feijão
Todos tinham de trabalhar
Para que em casa não faltasse o pão

Mãos calejadas da enxada
Rosto enrugado
Cada ruga tem uma história
Quem as houve fica encantado

São estas histórias que ouvimos
Que devem passar de geração em geração
Para que nunca se esqueçam
Que, é gente como esta
Que semeia o nosso pão

De segunda a sábado
Todos iam trabalhar
Ao Domingo iam à missa
Pois o dia era para descansar

Lembro-me dos bailaricos
Ao toque da concertina
Lá se juntavam os rapazes
Para dançar com a sua garina

Os irmãos Diogo, Alfredo e Arlindo
Três irmãos que sabiam encantar
Ao tocar, faziam um brilharete
As moças gostavam de dançar

Era uma alegria ouvi-los
Diziam as pessoas mais antigas
Andavam a tocar de aldeia em aldeia
Para verem dançar as raparigas

Mais tarde os bailes eram feitos
Ao toque da musica das rádios
Dos discos em vinil
Que ali eram colocados

Com as candeias à cabeça
As mães sempre atentas vigiavam
Os rapazes que vinham para o baile
Que com as suas filhas dançavam

Malandrecos já eles eram
Quando passavam pelas candeias
Assopravam para as apagar
E assim, as raparigas beijar

Ao toque das concertinas
Lá iam as moçoilas dançar
Os rapazes faziam apostas:
Qual delas iam namorar?

Hoje, graças a Deus, tudo é diferente
Todos vão à escola estudar
Seguindo os seus estudos
E a Licenciatura tirar.

Os campos estão ao abandono
Pois a vida fez as pessoas emigrar
Umas para as grandes cidades
Outras para o estrangeiro
Para melhor vida procurar

Actualmente vão aos supermercados
Ali encontram o que precisam
Mas se não voltarem a cultivar os campos
Um dia acaba-se o que mais necessitam

Hoje, os que em tempos emigraram.
Sempre que podem voltam às povoações
Principalmente em alturas especiais
Para alegrar os seus corações

No verão é tempo de férias
Deixam as suas casas nas cidades
Procuram as suas terras Natal
Para matar as saudades

A vida nas aldeias é serena e bela,
Ar puro, campos com flores amarelas
Pássaros a chilrear pela manhã
Sons dos trincos das portas e janelas

17-03-2011
Poema de:
Eugénia Santa Cruz

sexta-feira, 11 de março de 2011

A NATUREZA

Ao visitar o Blogue do Cadafaz
Fiquei com o coração recheado
Ao ver aquelas fotos
Relembrei o passado

Foram tiradas pelo meu irmão
As fotos aqui deixadas
Que nos montra como é bela
Os campos e suas flores
Brilham nas folhas molhadas

Uma foi tirada ao subir
De Góis para o alto da portela
As Acácias de um lado e outro
Vestidas de cor amarela

Outra foi fotografada
Mesmo lá do altinho
Aonde se pode ver o rio
Lembrando onde brincou de pequenininho

Múltiplas castas se enunciam
Em cada espécie de flor, há uma cor,
Nas várias que brilham nos montes
Em cada uma existem raios de amor

Os campos estão de várias cores
Mas o amarelo é predominante
Unicamente se respira ar puro,
O sol até parece mais brilhante

Os nabos ao florir
São de um amarelo cintilante
Tornando ainda mais bela
A paisagem deslumbrante

Na paisagem da existência,
A Mãe Natureza se faz representar
As serras cobertas por um manto
E as águas que correm no rio
Vão saltitando de pedra em pedra
Até chegarem ao mar

Poema de:
Eugénia Santa Cruz

Nabos a florir

Os palheiros onde se guardavam as coisas do campo

As flores da Acácias e Moita

Estrada que sobe de Gois para Cortecega

O açude da central electrica

A central eléctrica de Gois

O rio Ceira

domingo, 20 de fevereiro de 2011

POEMA

Hoje vou deixar aqui um poema em homenagem a minha filha Ana Filipa. Ela foi passar 3 meses à Finlândia em Erasmo, pois está no 3º ano de enfermagem. Quem é mãe sabe o que dói estar longe dos seus filhos, mesmo que seja um bem para o seu futuro. Vão ser 3 meses de angústia e saudades


Ana Filipa Lourenço

SAUDADES

Querida filha, hoje vais iniciar
Mais uma etapa da tua vida
Faças tu o que fizeres
Serás sempre a minha filha querida

Vais para um país longínquo estagiar
O teu currículo procurar enriquecer
Para nós não há duvida
Que na vida vais vencer

Hoje pela primeira vez
Vais andar de avião
Entrego-te a Deus
Que te guiará pela sua mão

Também à Nossa Senhora
Lhe peço com a minha fé
Que te proteja de todo o mal
E nunca do pé de ti arrede pé

Quando escolheste ser enfermeira
Para nós foi um orgulho
Lutas como ninguém
Para teres um bom futuro

Desde bem pequenina
Que revelaste a tua personalidade
Quando te contrariavam
Metias-te no teu quarto muito calada

Não desististe do teu sonho
Querias estudar, seguir em frente
Durante a tua vida de estudante
Sempre expusestes a tua forte presença

Regressares no mês de Maio
É para mim um sinal
Sei que a virgem te acompanhará
E esta minha fé vai, diminui os meus ais

Sinto um enorme orgulho
Em ser a tua mãe
Sei que nem sempre te compreendo
Mas acredita, Só quero o teu bem

Tu e a tua irmã
São a razão do meu viver
Por isso agradeço a Deus
Por todos os dias vos ver crescer

19/02/20100

Eugénia Santa Cruz

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

UM DIA EM FAMÍLIA




Naquele dia, naquela família, que nem sempre tinha tempo para eles mesmos...o pouco tempo livre era passada na maioria das vezes a discutir, esquecendo o verdadeiro conceito de família. O pai, resolveu que aquele domingo ia ser passado de forma diferente.
Disse à esposa para preparar a cesta de piquenique que iriam dar um passeio até à praia. A mulher ficou um pouco surpreendida, ainda pensou que estaria para chegar alguém pois não era costume do marido sair, estava sempre indisponível, achava que passear com a família ou sair com amigos não era assim tão relevante, uma saída apenas a quatro era uma raridade, mas naquele dia enganou-se, eram só mesmo eles os quatro que foram dar aquele passeio.
Mãe e filhas estavam radiantes, com tal decisão tomada pelo pai, iria ser um dia diferente...só para eles...só em família!
Ainda não era propriamente tempo de praia, mas os ventos estavam favoráveis e até estava um bom dia...assim que lá chegaram, as meninas saíram do carro e correram para ver o mar...estavam tão contentes...e estavam ansiosas por molhar os pezinhos e brincar na areia.
E assim aconteceu, correram descalças pela areia, até chegar à beirinha do mar...e quando a água fria tocou os seus pezinhos, elas soltaram um gritinho de alegria!
O dia estava a correr ás mil maravilhas...o pai, aquela pessoa que pouco tempo tem para elas...estava, naquele momento, a ajudá-las a fazer o castelo mais lindo...assim o diziam, ou pelo menos assim o desejavam...
A mãe, mais uma vez foi surpreendida pelo pai, pois era hábito deste, pegar no seu jornal e lê-lo...mas naquele dia não....aquele, era o dia da família!

As meninas, essas estavam radiantes...no fim da construção miraculosa, pai e filhas de maus dadas, pegaram no baldinho de areia e perguntaram à mãe, se queria ir ajudá-los a apanhar conchinhas, mas a mãe preferiu ficar a guardar os pertences, pois nunca se sabe...mas no fundo, ela preferiu ficar a observar, pai e filhas...preferiu ficar a apreciar aquele momento raro...lá iam eles tão entretidos em apanhar as conchinhas que sorriam para eles, cada vez que uma onda lhes banhava os pés!

Quando chegou a hora de almoço, escolheram um parque junto à praia, onde aí colocaram uma mantinha feita de trapos pela avó no seu tear, uma toalha bordada pela mãe e então aí deram início ao almoço...
No fim, de almoçar, ali permaneceram um bocado de tempo, pois o cansaço venceu-os e adormeceram...ali estavam os quatro, a tomar a sesta no fim de almoço...!
Algum tempo depois já passada a hora de fazer a digestão, regressaram à praia, onde aí brincaram o resto da tarde....mais conchas, mais castelos, jogar à raquete, jogar à bola...fazer buracos na areia...enfim, brincaram, brincaram...divertiram-se a quatro!
Por fim, chegou a hora de ir embora, arrumaram as suas coisinhas, entraram no carro e rumaram até casa...., quando lá chegaram já era praticamente noite...
Quando a mãe foi deitar as meninas, estas que estavam tão cansadinhas pelas brincadeiras...ainda disseram à mãe, que tinham adorado o dia e rezaram a Jesus a agradecer, a mãe, ficou sensibilizada pelas palavras das meninas....!
Após, ter escutado, as palavras das meninas, dirigiu-se ao quarto e abraçou o marido, agradecendo o dia que este lhes tinha proporcionado e lamentou-se por serem tão poucas as vezes que tal acontecia!
Vendo bem, é tão fácil agradar às crianças...é só dar um pouco de atenção...vendo ainda melhor...é tão fácil, se quisermos estar em família...por que será que estes momentos são tão escassos?

Actualmente, os pais estão mais preocupados em ganhar dinheiro...em trabalhar...e depois são raros os momentos de partilha...são raros os momentos de carinho, de atenção...mas, acredito que com um pouco de esforço, um pouco de boa vontade, todos teríamos tempo e tudo o mais para a nossa família!

Por vezes, não nos permitimos estes momentos, porque somos egoístas e esquecemos-nos que na família, não somos os únicos, existe sempre mais alguém para além de nós mesmos! Esquecemos-nos do verdadeiro conceito de FAMÍLIA!

Momentos de reflexão inscritos por:
Eugénia Santa Cruz
2011

domingo, 21 de novembro de 2010

POEMA "O SOBREIRO"

Deixo aqui um poema que o meu Amigo João Celorio (poeta) fez ao meu texto sobre "A MINHA RUA" Obrigada amigo...

Um seu pedido, já antigo,
minha mão nunca se nega
aqui está o meu verso amigo
para a Eugénia de Cortecega!

Todos temos a nossa rua
tenha ela ou não sobreiro!
Cada um chama-lhe sua
e é sua de corpo inteiro.

Porém o facto primeiro
não se aplica a todos nós.
Ter uma árvore, um sobreiro,
ali junto, à porta dos avós.

Sobreiro à beira da estrada,
que vai de Góis à Cabreira,
tornava, à gente cansada,
menos penosa a canseira.

Porém, não só havia um banco
para que o viajante bem se sinta,
havia o cuidado bom e franco
duma boa alma, de nome Jacinta!

Com nove filhos para criar,
todo o mundo era seu filho,
sempre havia água para dar
e, vejam, até broa de milho!

E, assim, pela sua bondade,
onde o outro está primeiro,
ficou para a eternidade.
Tia Jacinta, do Sobreiro!

O sobreiro apodreceu
e o tempo tudo apagou,
mas o povo não esqueceu
e Rua do Sobreiro ficou.

Como o sobreiro, já velho,
também avó Jacinta se finou.
A sua filha tomou conselho
e sua boa obra continuou.

E, fizesse frio ou calor,
a todo que ali passava,
havia um gesto de Amor.
E, a obra continuava!

Com tais exemplos, assim,
melhor ninguém fariam.
Eugénia fez um jardim.
Ela e Hermínia, sua tia.

Com a estrada alcatroada,
e um banco à sua porta,
não precisava mais nada.
A conversa não era morta!

Os veraneante, de Lisboa,
quando lá iam, no Verão,
juntavam-se à gente, boa.
Estendiam a manta no chão.

Assim, sentados nas mantas,
eram essas noites vividas
e lá ficavam, até às tantas,
contando histórias da vida.

Então os jovens da aldeia,
além de muito conversar,
como todo o amor enleia
faziam quadras, ao luar.

História como esta haverá,
salvo melhor opinião,
e também dentro terá
o que cabe num coração!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"PARABÉNS QUERIDA MÃE"


Mãe, dia 25 de Agosto é o teu dia de anos, estejas a onde estiveres sei que estás bem e estarás sempre a olhar pelos teus filhos.

PARABÉNS QUERIDA MÃE

Mãe, parabéns por este dia
Que estejas no céu com alegria
Destenos o melhor que a vida contém
Eras refrão e sinfonia
Que lá de cima te sorria
Tão querida e doce mãe

Ser mãe foi um dom da tua vida
Como dádiva do Senhor
És a minha mãe querida
Sou fruto do teu amor

Fui no teu ventre gerada
Como fruto desejado
Tomei parte do teu amor
Fui por ti abençoada
Sou do teu ser um bocado
Por obra e graça do senhor

Foste para mim a mãe mais bela
És do meu caminho a estrela
És a senhora do meu preito
Quero julgar-me bem pequenina
Para me lembrar do teu carinho
Bem pertinho ao teu peito


Mãe, que palavra tão mais linda
Como o amor que nunca finda
Não te queria ver sofrer
Foste na vida o meu encanto
Por isso te quis tanto
Serás sempre uma das razões do meu viver

Ser mãe é uma virtude
O melhor que a vida contém
Que sempre estejas no céu junto de Deus
Minha queria e doce mãe

Mãe, sabes como te amei
Com amor forte e profundo
Para ti um grande beijo
E para todas as mães do mundo


Foste e serás sempre a minha mãe querida
A melhor que no céu Deus tem
Não há outro amor na vida
Igual aquele que me deste, como mãe.


25-08-2010
Eugénia Cruz

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"ADEUS AMIGO"


Hoje Cortecega despediu-se
De um dos filhos da terra
O Zé Manel partiu
E numa tarde linda, bela!

Nasceste numa casa ao cimo da aldeia
Mesmo pertinho da minha
Gritava “Zé Manel vem cá abaixo
Comer batatas com sardinha”.

Tempos difíceis que eram
Mas a minha mãe dizia-nos
“Chamem o Zé Manel para comer”
E a nossa refeição repartíamos.

Tu fizeste sempre parte da minha infância
Assim como os meus irmãos
Eras amigo do Zé e do Filipe
E também do João.

Na escola andámos juntos
Saíamos cedo de casa para estudar
Éramos muitos jovens da terra
Que 4 Km percorriamos para lá chegar.

Foste criado pelos teus padrinhos
Pois a tua mãe bem pequeno te deixou
Amaram-te à sua maneira
E todo o resto passou.

Estudámos à luz da candeia
Mas não me posso esquecer
Quando a luz veio para a aldeia
Os teus padrinhos compraram uma televisão
E aí as noticias íamos ver

Serões que ali passámos
A olhar para a televisão
A ver o futebol e novelas
E as notícias da nação.

Não tiveste uma vida fácil
Por muito tiveste de passar
Hoje deixaste a vida terrena
E para o céu foste descansar

Hoje uma estrela brilhou
Bem alto lá no céu
Desceu pertinho de ti
E acarinhou-te com o seu véu.

Adeus amigo e irmão
O meu coração sente dor
Vou ter muitas saudades tuas
E sempre te recordarei com amor
Poema de:
Eugénia Santa Cruz
7/7/2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

"SER BOMBEIRO"


Ontem dia 27 de Junho os Bombeiros Voluntários de Sintra festejaram mais um aniversário, 120 anos ao serviço de todos nós.
Nada mais justo que existir um dia especial para comemorar o trabalho importante desses homens e mulheres que tantas vidas salvam e estão sempre prontos para apagar pequenos e grandes incêndios.
Alem de outros momentos importantes ao longo deste dia, não posso deixar de falar no desfile destes grandes e pequenos homens e mulheres que desfilaram desde os Bombeiros de S. Pedro de Sintra até ao seu quartel em Sintra.
Senti um orgulho enorme ao ver aquele desfile e saber que ali se encontrava a minha filha, confesso que ainda não estou totalmente habituada a ideia de ela ser bombeira, mais por medo, pois tenho muito orgulho na minha filha.
Alguém disse um dia: “ Bombeiro a mais exacta tradução de ser "humano". E a minha filha é um grande ser humano.

A Bombeira da frente (minha filha Rita)

Filha a maneira que encontrei de te homenagear por seres Bombeira e teres terminado a tua escola de Bombeira de 3ª., a qual vais passar a integrar a partir de Setembro, (pois só em Agosto fazes 18 anos e só depois podes passar a Bombeira de 3ª) e deixar-te aqui um simples poema feito por mim.

És bombeira por vocação
Levantaste cedo sem reclamar
Vou te levar ao Quartel
Para vidas ajudares a salvar

Quando um dia me disseste
Mãe para Bombeira Voluntaria quero ir
Eu estremeci por dentro
Pois sabia o que estava para vir

Ao lado da minha mãe sofri
Ao ver o seu sofrimento
Meus irmãos eram Bombeiros
E eu não queria passar por igual momento

Também Ajudei a apagar fogos
Que devoraram as nossas serras
Noites e dias sem descansar
Sei do perigo que corres

Tu disseste, mãe tenho de ir
O meu coração pulsa no meu peito
Prometo-te ter muito cuidado
E voltar sempre para o teu leito

Sei que muitas vezes sem comer
Corres pró hospital
Levando pessoas doentes
Para as poderem salvar

Chegas a casa, cansada mas feliz
Uma felicidade contagiante
Quando começas a contar
O teu dia desgastante

Demorei a aceitar
Essa tua decisão
Ainda hoje me dói
Quando sais em missão

Não penses que não tenho orgulho
Mas o coração de mãe fala mais alto
Quando sais para uma missão
O meu coração fica logo em sobressalto

Sinto orgulho em ser Mãe
Desta filha que Deus me deu
Põe a vida dos outros em primeiro
Pensando também nos seus

Nossa Senhora Olha pelos Bombeiros
Nas horas de maior aflição
Que nada mal lhe aconteça
Protege-os com o teu doce coração

terça-feira, 8 de junho de 2010

PARABÉNS "TIA CELESTE"



Olá tia Celeste
Parabéns, hoje faz anos!
Que conte muitos e Bons
Por longos, longos anos.

Cortecega sem a tia Celeste
Não era a mesma, de certeza
Pois, está sempre pronta a ajudar
Fazia falta na realeza

Organiza, trabalha faz de tudo
Boa amiga, boa mãe
Será que há muitas Celeste
Prontas a dar o que têm?

Este dar de que eu falo
É amizade, amor e carinho
E tempo que rouba ao tempo
Para andar por estes caminhos

Ao chegar a Cortecega
Olho para a nossa Associação
Lembro-me logo da tia Celeste
E dos anos de dedicação

Desde o início que está presente
Sempre pronta a ajudar
Foi e é a grande responsável
Por este sonho se concretizar

OBRIGADA tia Celeste
Por tudo o que a esta terra tem dado
Cortecega não a vai esquecer
Eu, estarei sempre ao seu lado.

Neste dia tão importante
Não podia deixar passar
Sem umas letras escrever
Para esta grande MULHER homenagear

Eugénia Santa Cruz

segunda-feira, 31 de maio de 2010

"O DIA DO VIZINHO"


Como tantas outras datas, também houve o dia do vizinho a nível Europeu, este ano foi dia 25 de Maio.
Tantas vezes vive ao nosso lado um ser humano que precisava de uma palavra como por exemplo, um bom-dia, como está, ou simplesmente um minuto da nossa atenção.
Mas infelizmente nem sempre e assim, desculpamo-nos com o corre-corre do dia-a-dia e esquecemo-nos de lhes dar atenção.

Enfim…Ser bom vizinho é uma questão de gentileza, ou seja, devemos cumprimentar nossos vizinhos, manter uma relação de cordialidade e respeito.


Deixo aqui a minha homenagem através deste simples poema a todos os vizinhos, que somos nós...

O dia do vizinho vem Lembrar
O que está esquecido
Ao nosso lado vive um ser
Por vezes muito perdido

Os dias passam a correr
Saímos de casa bem cedinho
Chegamos ao entardecer
Não nos lembramos do vizinho

Ao entrar no nosso prédio
A correr nem reparamos
Que existem vizinhos novos
Mas, nem sequer para eles olhamos

Mais tarde ouvimos dizer!
O vizinho do Direito está doente.
Não ligamos, nem pensamos
Um minuto do nosso tempo perder

Ao nosso lado vive alguém
Que por companhia tem a solidão
Que só de uma voz amiga precisa
Ou de um simples xi coração

Um gesto que é tão simples
Mas que tem tanta importância
E tão fácil se pensarmos
Está a uma porta de distância

Como se fosse mais uma coisa
Muitas vezes, assim é tratado
Bastava-nos bater à porta
E perguntar; como tem passado?

Nas horas de aflição
Batemos à porta a pedir amparo
Mas durante vários meses
Nem um bom dia, nem um reparo

Nesta minha experiência
De contacto com os vizinhos
Percebi que muitos deles
Vivem completamente sozinhos

Tenho saudades dos tempos
Em que vivia na aldeia
As pessoas conhecem-se todas
Levam a vida na brincadeira

Ao chegar à rua dizia-se
Bom dia vizinha!
Bom dia nos dê Deus.
Precisa de alguma coisa?
Para si ou para os seus?

Olá vizinha Maria
Que rico dia de verão
Vou espalhar o milho na eira
Para depois cozer o pão

Ouve-se o cão a ladrar
Espreita-se à porta, é o carteiro
Mais à tardinha tornava a ladrar
Lá vem o carro do peixeiro

Não nos podemos esquecer
Que todos somos vizinhos
A todos pode acontecer
Um dia ficarmos sozinhos




Poema de:
Eugénia Santa Cruz
26/5/2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

SER PEREGRINO


Ser peregrino é caminhar
Como árvore nua andar
Ser aberto no ouvir e no falar
Nada levar, só na virgem confiar

O peregrino persegue metas
Lança-se na aventura por convicção
Corta vales e montes, vence noites
Olha para o céu com alma coração

Nada o detém, prossegue caminhos
Com esperança e alegria
Em grupo ou sozinho avança
Numa luta interior desprendida

Reza, canta chora, passa frio
Segura na mão o terço e o pau
Nem a chuva ou vendo o impede
Perseguindo, degrau a degrau

Da minha terra e doutras partiram
Na mente só levam expectativas
E Fátima no horizonte
Agradecendo a Nossa Senhor
As graças na vida conseguidas

Num misto de cuidado e encanto
Sinto vivo em meu coração
A vontade de lá voltar
Pois quem vai uma vez quer repetir
O apelo e mais forte, tem de o realizar

Amigos peregrinos,
Que a força e a fé esteja presente
Deus e a Virgem Maria estão convosco
Para vos ajudar a seguir em frente

Quero ser peregrina também
Para o ano lá voltar
Buscando em tudo o essencial
Deixar para trás as correntes
Que me sufocam e tornam lento
Por vezes o meu caminhar.

A fé move montanhas
Os peregrinos seguem em frente
Cantão de alegria e agradecimento
Por chegarem ao Santuário
Cada um à sua maneira
Olham Nossa Senhora ternamente.

Poema de:
Eugénia Santa Cruz

sábado, 1 de maio de 2010

DIA DA MÃE-2010



Mãe, parabéns por este dia
Que estejas no céu com alegria
Deste-nos o melhor que a vida contém
Eras refrão e sinfonia
Que lá de cima te sorria
Tão querida e doce mãe

Ser mãe foi um dom da tua vida
Como dádiva do senhor
És a minha mãe querida
Deste fruto do teu amor

Fui no teu ventre gerada
Como fruto desejado
Tomei parte do teu amor
Fui por ti abençoada
Sou do teu ser um bocado
Por obra e graça do senhor

Foste para mim a mãe mais bela
És do meu caminho a estrela
És a senhora do meu preito
Quero julgar-me bem pequenina
Para me lembrar do teu carinho
Bem pertinho ao teu peito


Mãe, que palavra tão mais lindas
Como o amor que nunca finda
Não te queria ver sofrer
Foste na vida o meu encanto
Por isso te quis tanto
Serás sempre a razão do meu viver

Ser mãe é uma virtude
O melhor que a vida contém
Que sempre estejas no céu junto de Deus
Minha queria e doce mãe

Mãe, sabes como te amei
Com amor forte e profundo
Para ti um grande beijo
E para todas as mães do mundo


Fostes e serás sempre a minha mãe querida
A melhor que no céu Deus tem
Não há outro amor na vida
Igual aquele que me deste, como mãe.


Eugénia Santa Cruz


FELIZ DIA PARA TODOS AS MÃES DO MUNDO

sábado, 17 de abril de 2010

"A MINHA ALDEIA"


Ao chegar ao alto da portela
Vejo a minha linda terra
Envolvida num lindo cenário
Metida no meio da serra

Ao chegar ao cimo da vinha
Há uma estrada a descer
Que nos leva ao fontanário
Com água pura para beber

Este fontenário à entrada
Com a água nascida na serra
Mata a sede a quem a bebe
E ajuda a regar a terra

Encontramos as casas
Brancas, azuis e Amarelas
Não consigo descrever
Como elas são belas

Também há casas de xisto
Com a sua beleza natural
Que bom seria mantê-las
Com a traça original

É uma aldeia pequenina
Com pouca população
Muitas casas estão vazias
Até chegar o verão

Os vários imigrantes
Durante ano estão afastados
Regressam nesta época
Para matar as saudades

As aldeias de Portugal
São recantos de magia
São imagem do passado
E de toda a sua folia

Poema: Eugenia Cruz
2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

ALMOÇO DA "AMIZADE" 2010



AMIGOS:
Não esqueçam o almoço no dia 3 de Abril em Cortecega. Todos serão bem vindos a este encontro da amizade.

**************
O que é a amizade!
A amizade é seriedade
É ter um amigo presente
Nas horas de dificuldade.

A Amizade é convívio
É estar aqui contente
É partilhar alegria e tristeza
Do passado e do Presente

Amizade tem a ver com igualdade
Com Fraternidade e compreensão.
Ter uma amigo, é uma bênção
Guarda-o bem no teu coração.

Amizade! Tu que és a luz.
A luz que raia do céu
Que engrandece e conduz
Os prazeres que a vida nos deu.

Ter um amigo é um tesouro
Guarda-o a sete chaves trancado
Não o queiras só para Ti
Reparte-o com outros, para ser amado.

Amigo, É estar sempre presente
É sentir a sua alegria no nosso peito.
É repartir a dádiva que temos
É respeitar e não ter preconceito.

Bem vinda é a amizade
Que faz o coração ficar cheio de alegria.
Enorme é a felicidade
De sentir a sua magia.

Nem sempre se está contente,
Nem com boa disposição,
Mas a amizade traz sempre algo diferente,
Traz calor ao coração.

Ir um dia visitar um amigo
Como agora aqui estamos
Neste almoço da amizade
Juntos e animados, confraternizamos

Não é uma ilha de encantar
Mas um local cheio de magia
Onde os amigos se juntam
Para mais um dia de alegria

Provam os bons cozinhados
Feitos por esta simples gente
Que em Cortecega vos espera
Bem disposta, sempre contente.

Tem o essencial para dar
Falam, riem sente-se um grande calor.
Estão sempre á espera de amigos
Recebe-nos a todos, com amor

É um calor de amizade
Que ao chegar aqui se sente.
Gente simples mas humilde
Recebem a sorrir e contente.

É esta amizade
Que sempre se pode sentir
Mesmo estando muito longe
Sempre há razão para sorrir

A amizade é como um jardim
Tem de ser cultivado com ternura
Rega-se com pingos de carinho
E a amizade Floresce com doçura.

Este dia é muito importante
Eu, não o podia deixar passar
Sem estas letras escrever
Só, para vos homenagear.

Poema de:
Eugénia Santa Cruz.
2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

NOITE DE FADOS


No fim-de-semana passado tive o privilégio de ir assistir a uma noite de fados, cujo o tema era “Estranha Forma de Vida”.
Mas não era uma noite qualquer. Era sim a noite de fados organizada por um grupo de jovens da igreja da Tapada das Mercês. Jovens que dedicam parte da sua vida a ajudarem o outro.
A maneira que eu arranjei de os homenagear pelo seu trabalho e dedicação, foi dedicar-lhes este meu simples poema.

******************
Estranha forma de vida!
Era o tema da noite de fado
Mas estes jovens mostraram
Que Deus está ao seu lado

Mais um ano, e lá estavam
Os jovens da GJM tapada mercês
Organizando uma noite fados
Com muita alegria e sensatez

Mais uma vez se realizou
No salão da igreja S. Miguel
Ouvia-se de vez aquando
Os gritos do ardina Manel

Olha o jornal, Foi em 1976
Que um grupo se juntou
Para animaram as missas
E amar o próximo, Como Jesus amou

Ao longo destes anos
Esta mensagem, tentaram transmitir
Ajudando quem mais precisa
Levando amor, fazendo sorrir

As mesas estavam cheias
De famílias e amigos
Entre o caldo verde e sangria
Havia muita alegria

Os fadistas cantaram bem
A todos encheram de emoção
A D. Eugenia e D. Deolinda
Cantaram com o coração

Por momentos olhei a sala
Um silêncio se fazia sentir
Todos virados para o palco
Olhando com ternura e a sorrir

Houve fados canção
Ora devagar, ora apresados
Jovens e menos jovens
Com gargantas afinadas

À mesa chegava um sorriso
Dos jovens que perguntavam!
Está tudo Bem! quer alguma coisa.
Que de mesa em mesa andavam

Não tenham duvidas, O SENHOR
Estás sempre no nosso caminho
De mim, destes jovens e de todos
Escondido, mas atento num cantinho

Obrigada caros Jovens
Por esta linda lição
Não percam essa humildade
Sempre de alma e coração

Eugénia Santa Cruz
20/3/2010

domingo, 21 de março de 2010

O SONHO DE UMA JOVEM BEIRÃ


Há quatro anos atrás
Quando decidi voltar a estudar.
Não fazia uma pequena ideia,
Da matéria que ia encontra.

No terceiro ou quarto dia
Apeteceu-me desistir.
Mas, a força era tão grande,
Que em frente consegui seguir.

No ultimo dia do ano lectivo de 2006
Era uma realidade, eu não queria acreditar.
O 12º ano tinha concluído,
E mais um passo do meu sonho acabara de concretizar.

Foi difícil, duro tive de lutar
Mas a vida é mesmo assim.
No caminho encontrei colegas e professores,
Que diziam…não desista, tem de chegar ao fim.

Há muito que eu dizia,
Quero aprender melhor português.
Pois, a raça da pontuação,
Não entravam no meu cérebro de vez.

A oportunidade chegou
De voltar a estudar.
Um passo de cada vez,
E mesmo velhinha, o meu curso hei-de acabar.

Cheguei à sala de aulas
Só conhecia a Cristina, mais ninguém.
Mas logo me apresentei,
E tudo correu muito bem.

Não sabia o que ia encontrar
Nem onde era o centro de Formação.
No primeiro dia ao passar o portão,
Achei tudo uma grande confusão.

Mas estava bem enganada
A realidade era bem diferente.
A confusão dos carros, não interessa,
Interessa sim, a oportunidade que dão a tanta gente.

Dois meses após o português
Cá estou eu novamente.
A tirar “Matemática para a vida”
Pois, quero seguir em frente.

Estudar, ler e aprender sempre mais
É uma riqueza, para todos nós.
A idade não importa, o local também não,
Colegas, desejo muita sorte a todos vós.

Já Fernando Pessoa, o poeta, dizia
O sonho comanda a vida.
O meu, o vosso e de todos os que lutarem,
Será recompensado um dia

Não me vou esquecer de nenhum de vós,
Desejo que todos os vossos sonhos se realizem.
Nunca deixem em momento algum de lutar,
Pois, algumas Ritinhas e Sandras, na vida vão encontrar.

OBRIGADA Sr. PROFESSORES

Eugénia Santa Cruz
Poema de 2008

quinta-feira, 18 de março de 2010

DIA DO PAI


O Dia do Pai constitui uma homenagem aos pais de todo o mundo. Em Portugal o Dia do Pai celebra-se a 19 de Março, o Dia dedicado a São José, pai de Jesus.
Feliz dia para todos os pais do mundo.
PAI
Neste dia pensei em escrever-te uma pequena carta e não um poema.

Quando pensei em escrever-te uma carta , achei que seria uma das maneira de dizer mais uma vez o quanto te amei e amo.
Afinal algumas das coisas que sentimos não podem simplesmente serem traduzidas em palavras por serem únicas.
Falar do meu amor por ti e das saudades que sinto seria fácil, mas não capaz de expressar a intensidade dos meus sentimentos.

Talvez até estejas, neste preciso momento a espreitar sobre o meu ombro, acompanhando as palavras que vão surgindo no ecrã do computador.

Pai, partiste cedo, eu tinha apenas 13 anos, talvez por isso eu não tenha tido tempo de te dizer, tantas vezes como gostaria o quanto gostava de ti (e ainda gosto), não tive tempo, mas o que me conforta é saber que mesmo sem ouvires muitas vezes, tu sabias o quanto eras amado.
... Estás noutro local, um local para onde foste, um local de sossego, de paz, não é ?... Tenho saudades tuas, pai !... Lembras-te do dia em que nos disseste até logo?...E nós respondemos!... pai trás chaços!... (rebocados). Não voltaste…Mas deixaste gravado no meu coração o teu doce olhar.
Sei muito bem o quanto sofreste para que nada falta-se aos teus filhos, para que tudo estive-se bem. por tudo isto!...Obrigada pai.

Que a luz divina te proteja.

Um beijo da tua filha,
Eugénia Santa Cruz

quarta-feira, 17 de março de 2010

MINHA ALDEIA "CORTECEGA"

Cortecega


A minha aldeia é única
Rodeada de serras e vales
De flores de rosmaninhos
Que cheirinho fica no ar
Ao passear naqueles caminhos

Uma terra linda de morrer
Suas gentes simples e humildes
Sempre com alegria para dar e vender
Estão sempre prontos a ouvir
Os desabafos de quem sofrer
Por amor ou desgostos de viver

Esta terra que me lembro sempre
A mesma onde cresci e vivi
Esta minha terra amada
De gente simples e leal.
Esta terra abençoada

Do alto da serra do Rabadão
Vislumbra-se um magnífico esplendor.
Sente-se uma paz no coração
Inspiração única para qualquer escritor

O Rio Ceira corre a seus pés…
Aqui, onde a água beija as pedras cristalinas
E a natureza continua inocente
Relembrando os campos e sua vinhas.

No ar… o cheiro das flores
O esvoaçar de um bando de pardais
E o sorriso da lua ao sol.
E há noite, os passarinhos nos beirais

Vê-se o dia a terminar…
As pessoas a regressarem.
De mais um dia de trabalho
Para o seu lar descansarem

Poema: Eugénia Cruz
12/3/2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

DIA 8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

MULHER "MINHA MÃE"
Embora eu ache que dia da mulher é todos os dias, não posso deixar passar este dia ( uma vez que ele existe) para homenagear todas as mulheres deste mundo. Mas, este ano quero em especial homenagear a mulher que foi a minha MÃE, através deste meu simples poema.

Neste dia da Mulher
Não posso deixar passar
Sem algo escrever
E ao mundo gritar
Que tu foste o mais Belo ser.

Foste mulher e minha mãe
Com o teu jeito doce de amar
Representaste bem o teu papel de mulher
Com um instinto de bicho, protegias as tuas crias
Ao coração de todos conseguias chegar

Obrigado mulher e mãe
Por tudo o que me ensinaste
Hoje sou o que sou
Porque ao mundo me deitaste

Ser mãe e mulher, parecem condições óbvias
Mas não são fáceis de desempenhar da melhor maneira.
És a minha referência de mulher
Deixaste-me o mais puro do saberes:
Nunca deixar de ser verdadeira.

Ser Mãe e Mulher, é jornada dura.
É um dom que Deus te deu.
Tu soubeste honrar este dom
E ensinaste-me a honrar o meu.

Ser mulher é renascer a cada segundo
É perdoar mesmo sem querer
É entender todas as mazelas do mundo
Ser mulher é atingir o "COMPREENDER".

Um beijo para todas as mulheres e mães deste mundo.

Poema: Eugenia Santa Cruz

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"