"A malta desta terra
À noite toda porreira
Juntavam-se a cantar
Todas as noites na eira.
Junto da Eira
Existe a capela
Dentro dela está
Nossa Senhora das Neves
Que é a nossa padroeira
Dentro da capela
Rezámos primeiro
Pedindo a paz
Para o mundo inteiro.
Somos os jovens desta terra
Cheio de alegria e carinho
Contamos contigo senhor!
Para nos guiar o caminho.
Olhando para o céu…
Vimos uma estrela brilhar
Que noite após noite
Nos tenta ajudar
Dentro da capela
Nós iremos orar
Pedindo á Nossa Senhora
Para que dia após dia
Nos possa ajudar.
Paz, amor e carinho
Façamos dele semente
Que levamos em cabazes
Para dar a toda a gente.
Nesta longa caminhada
Paz e amor não faltarão
De mãos dadas venceremos
O sol e a lua nos guiarão.
Caminhando, caminhando
Cheios de paz e carinho
Com amor, fé e esperança
Encontraremos o nosso caminho.
Mais um dia começa
O sol acaba de nascer
Iremos felizes pela vida
Juntos, sempre até morrer"
Eugénia, 1980
"Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo.... Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer"
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
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A MINHA ALDEIA
" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"