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domingo, 12 de julho de 2009

CONCRETIZAÇÃO DE UM SONHO

Para poder falar um pouco daquilo que tem sido a história da Associação Desportiva e Cultural de Cortecega, recorro a alguns textos que já foram escritos sobre a mesma, nomeadamente o último, escrito pela Dalila Neves.

Muitos não se recordam, mas foi no dia 19 de Julho de 1998 que colocámos a 1.ª pedra daquele que, naquela altura se sonhava que viesse a ser o edifício da Associação Desportiva e Cultural de Cortecega. O desejo de então era a criação, tão somente de um Centro de Convívio, onde nós pudéssemos reunir para conviver e ali desenvolver actividade recreativas e desportivas, uma vez que era uma aldeia com fortes tradições culturais, como por exemplo, o rancho Folclórico que ali existiu e de vês em quando ainda organiza alguns eventos.

Mas quisemos ser ousados e recordo que o então Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dr. José Cabeças, um dia num dos muitos almoços convívio em que participou, incentivou-nos a criar uma hospedaria no 1.º piso. Não fomos de modas, arregaçamos as mangas e vai disto. Tivemos o apoio do LEADER +, 1 Programa Comunitário que financiou uma parte da obra. Mas havia que trabalhar muito, pois a restante parte da despesa era suportada pela Associação. E assim foi: organizámos e continuamos a organizar diversos eventos: a Festa da Passagem de Ano, o Almoço da Amizade, o Almoço das Vindimas, o encontro de concertinas. Assim que foi colocada a 1ª. Placa passámos a servimos ali as refeições durante a Concentração Motard, ( deixe que vos diga, que bom é ver os motards a manisfestarem o seu interesse nas obras realizadas de ano para ano) estes almoços anteriormente eram feitos no cerejal de modo a podermos angariar os fundos que a Associação tanto necessita.

Esta Associação tem crescido e melhorado com passinhos de bebé. Todos nós sabemos que o seu crescimento tem contadocom a boa vontade e o querer de muitos, alguns residentes, outros naturais, mas não residentes, que optaram (ou a vida assim quis) por viver noutros locais: Arganil, Coimbra, Lisboa e outros, mas sempre que podem lá vem eles para cá!.

A nossa Associação tem fracos recursos económicos, mas é importante que se diga que tem contado sempre com o trabalho voluntário das pessoas que dela fazem parte: dirigentes, amigos e colaboradores. Aqui perdoem-me mas tenho de dizer o nome de uma grande mulher, a nossa imprescindível D. Celeste Neves, tenho a certeza que tem passado muitas horas sem dormir a pensar se vai ter dinheiro para honrar os compromissos assumidos por esta Associação junto das várias instituições.

A união e o empenho caracterizam estas gentes (em que eu própria me incluo) que, desde sempre, procuraram reunir esforços em prol do desenvolvimento social e económico da sua Região e, ao longo dos anos têm sido e continuam a ser impulsionadores de um maior bem-estar, de melhor qualidade de vida das populações e do meio a que pertencem.Mas ainda falta muito para terminar esta grande obra que a todos nós residentes e não residentes nos orgulha. Para isso vamos continuar a organizar várias actividades ao longo do ano, contando sempre com a ajuda de todos.

É importante dizer-vos que temos contado com alguns apoios quer da Autarquia local, quer da Junta de Freguesia e de particulares conterrâneos e de amigos:

Não posso deixar de falar nos Motards de todo o país e além fronteiras que todos os anos nos visitam pela altura da concentração de motards em Góis, e a quem as pessoas desta terra (Cortecega) tem um carinho muito especial, pois eles foram e são muito importantes para a construção desta Associação.

Neste momento esta Associação conta com: uma sala para mais ou menos 200 pessoas, uma cozinha, despensa, Bar, escritório, WC e mais duas divisões para arrumos.
A hospedaria conta com: 6 quartos com 2 e 3 camas cada, todas com WC privativo, uma cozinha (com um frigorifico um microondas e mesa), uma sala (com televisão mesa e sofás), casa das máquinas, casas de banho para deficientes etc.… Ainda não está totalmente pronta, mas já reúne as condições necessárias para ali se poder passar umas pequenas férias. Quem sabe se para o ano estará a funcionar a 100% e assim poder dar emprego a uma ou duas pessoas.
No exterior: podemos ver algumas mesas e cadeiras, daqui a mais dois anos já podemos contar com a sombra das árvores ali plantadas.

Deixo aqui algumas fotos da evolução deste sonho.
O Terreno
Quando tudo era um sonho.


A primeira pedra


A obra ia avançando



O sonho quase concretizado

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A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"