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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Descapelada

"Cortecega terra dourada
Foi onde nascemos
E onde fizemos
Grandes desfolhadas.

No meio das desfolhadas
Havia muitas barbelas
A casa da tia carriça
Estava cheia de capelas.

Ao longe já se ouvia
A juventude a cantar
Procurando a espiga vermelha
Para os presentes poderem beijar

Cada vez que se encontrava a espiga
Tocavam a concertina
Lá vinha o dono do milho
Distribuir um copinho

Domingos, dias santos e noites
O povo lá se reunia
Cantando às desgarradas
Passavam mais uma noite e um dia

Cortecega, situada numa encosta
Terra do meu coração
Aos teus pés fica o rio Ceira
Na tua cabeça o Rabadão.

A serra do Rabadão
Está cheia de belezas
Cortecega, aldeia Serrana
És das mais portuguesas"

Eugenia (2007)

3 comentários:

nanda disse...

olà Eugenia!! sou o joaquim o filho da tia Alice!! em primeiro de tudo os meus parabems pelo o teu blog, tà muito fixe!!! é bom ter noticias da nosso aldeia e os teus poemas sao lindoe me deixam com muitas saudades!!! mas a vida é assim, quando estamos longe da nossa terra!!
um abraço de saudades para ti e o resto da malta!!
josé joaquim costa garcia

Eugenia Santa Cruz disse...

Joaquim gostei de ter noticias tuas.
Quero continuar a escrever coisas da nossa terra, mas ultimamente tenho estado mais parada.
Prometo voltar a escrever um dia destes, pois tenho muitas fotos e recordações que gostaria de partilhar com todos.
um beijo para ti e para a tua familia

Anabela disse...

Olà Génia o teu blog està muito fixe,em primeiro quero dizer que tenho voas recordaçons da nossa aldeia cortecega,por isso tento ir todos os anos de férias para matar saûdades ,é uma coiza que tenho feito até agora beijos,Anabela.

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"