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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

SER BOMBEIRA

'' Ser Bombeiro é mais que uma profissão, é sem dúvida uma vocação pelo simples prazer de proteger a vida.
Não existe nada mais nobre que salvar vidas. Os Bombeiros entendem disso mais que ninguém, por que investem corpo e alma numa profissão de alto risco. E tudo isso, para que todos aproveitem os melhores momentos de suas vidas com segurança e tranquilidade. Ser Bombeiro é acima de tudo amar e proteger a vida até o ultimo instante. Ser Bombeiro é trabalhar por amor á vida dos outros. ''

Como mãe de uma jovem Bombeira, cujo seu coração é do tamanho do mundo, o pai e a irmã (que também entrou para os bombeiros, mas por motivos universitários teve de deixar) sentimos um orgulho muito grande neste ser maravilhoso. Mas, confesso que se pudesse escolher, não a deixaria seguir este sonho, simplesmente porque sou mãe e tenho medo que algo lhe aconteça.
Eu desde pequena que via a minha mãe sofrer, pois os meus três irmãos eram bombeiros, via as minhas tias sofrer pois quase todos os meus primos eram bombeiros, eu própria nunca fui directamente bombeira mas sempre estive na retaguarda.
Mas, quem conhece a Aldeia de Cortecega sabe que o seus habitantes sempre estiveram e estão prontos para ajudar o outro, e ainda hoje ali há pessoas que são bombeiras como é o caso da Patrícia e da Marlene , tal como o seu tio Rui , que há muitos anos são bombeiros e dignificam cada vez mais a sua terra dando o seu testemunho.
A minha filha Rita tem as suas raízes nesta linda terra do interior e desde pequenita que dizia quando for grande ia ser bombeira como os tios e primos.

Tinha 15 anos quando entrou para os Bombeiros Voluntários de Sintra, onde frequentou e concluiu a escola de Cadetes. 1 ano e meio mais tarde, apos muito esforço e dedicação , concluiu a escola para Bombeira de terceira, mas como só fez 18 anos em Agosto, só na passada sexta-feira , dia 17, em conjunto com mais quatro colegas subiu para o tão esperado posto. Como mãe orgulhosa aqui deixo algumas fotos desta comemoração uma vez que ela pertence à nossa aldeia onde nos eventos que ali se vão realizando, ela está presente e trabalha ao nosso lado desde que chega até ao anoitecer
.


A Rita com o pai e a irmã

O pai foi o outro Padrinho, que colocou uma das divisas e o machado. A Rita com a mana e a "Titi" Ana


O Ruka , o padrinho a colocar o capacete e o machado.


O Juramento , onde estes novos bombeiros de terçeira prometem dar toda a sua dedicação e humildade perante o trabalho que apareça e perante a farda que erguem.


Os familiares e convidados de todos os bombeiros

O abraço e beijo emocionado do pai e irmã
A Ritinha , com o pai , a mãe (eu) e a irma.


O batismo das divisas pelo Chefe João Antunes e Ruka

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A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"