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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES - CORTECEGA

Verão é sinónimo de festa, sinónimo de festas e populares…

Em tempos celebravam-se com mais alegria e fervor, todas as aldeias tinham as suas festas de verão em honra dos seus padroeiros. Cortecega não fugia à regra e tinha as sua festa em honra da sua padroeira Nossa Senhora Das Neves, que duravam uma semana… tempos que já lá vão embora ainda haja quem lute e tenha força para arrastar outras pessoas e assim não deixar morrer estas lindas tradições.

Neste campo quero em meu nome pessoal agradecer ao Sr. José das Neves que de há alguns anos para cá tem sido o grande responsável por esta festa não ter acabado. É verdade que sozinho não conseguia, mas basta dizer “vamos fazer” que ao seu lado o povo se reúne e nestes dias todos estão presentes para ajudar no que for preciso.

Apesar de hoje ser diferente, a alegria contagiante do povo desta linda aldeia foi passando de geração em geração e este ano a nossa festa foi nos dias 6 e 7 de Agosto. Foram apenas dois dias mas a alegria e boa disposição estiveram sempre presentes. A música começa a tocar e soar pela aldeia, acompanhada pelo cheiro da broa, chanfana, filhós e outras iguarias que se sente no ar .

A população começou a chegar à festa e o tempo chuvoso arrastou as pessoas para dentro da Associação Desportiva e Cultural, onde se realizou o baile de Sábado… Pessoas de todos os lados foram-se cumprimentando.

Depois de chegar à festa uns refrescam a garganta enquanto outros compram umas rifas… As prateleiras eram convidativas e tinham de tudo um pouco.

Por mais que encontremos objectos que não nos façam falta, o mistério de saber qual é o prémio no papel faz sempre furor e só ficamos contentes quando trazemos uma caneca para casa ou até um par de meias.

Depois vem um pezinho de dança ao som do conjunto “Cheirinhos do Sul” que durou até de madrugada…

A noite alongou-se e os mais resistentes aguentam-se sempre com uma loirinha como companhia e as arcas estiveram sempre atestadas, pois faltar bebida numa festa em Cortecega jamais.

Por entre bebidas e diversão, uns vão para as suas casas e o recinto vai ficando vazio. É nesta altura que muitos começam a sua própria festa… no seu perfeito juízo ou não, o bar ainda vai dando lucro. As concertinas, o bombo e os ferrinhos saem do armário e a festa continua rua a baixo até o dia nascer…

Domingo pela manhã chegou o nosso cozinheiro Zé, a ele se juntaram (desta vez um pouco mais tarde pois a noite foi longa) as já habituais ajudantes (nós). E assim se confeccionou um excelente almoço para mais de 120 pessoas que mais um ano se juntaram a nós.

Durante a tarde houve a já tradicional sardinhada acompanhada das papas de milho, ao som das concertinas de Cortecega tocadas pelo Felisberto e Américo no Bombo a Bela, acompanhados pelas “cantadeiras afamadas”, Cecília, Eugénia, Anabela e Júlia.
Um bem-haja a todos e até dia 8 de Outubro no Almoço das Vindimas, pois Cortecega espera por vós.

Aqui ficam as fotos para melhor recordar estes dois dias de euforia:

video


Caros visitantes, uma vez que estas fotos não tem grande qualidade e a pedido de vários amigos, publico em slideshow  ao lado direito deste blogue novamente as fotos.

2 comentários:

anabela disse...

Um fim de semana em festa adorei,pena o dia de sabado estar a chover mas tudo se fez.O domingo com o sol,tudo correu bem alegria, musica,sardinhas e papas de milho que bom,obrigada a esta organisaçao,parabéns.Beijinhos.

Paula Santa Cruz disse...

Olá Eugénia,
Gostei de ver as fotos,este ano não deu para ir até Cortecega, porque também tinha festa no Cadafaz. Como sempre Cortecega esteve em grande!
Bjs

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"