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sábado, 17 de abril de 2010

"A MINHA ALDEIA"


Ao chegar ao alto da portela
Vejo a minha linda terra
Envolvida num lindo cenário
Metida no meio da serra

Ao chegar ao cimo da vinha
Há uma estrada a descer
Que nos leva ao fontanário
Com água pura para beber

Este fontenário à entrada
Com a água nascida na serra
Mata a sede a quem a bebe
E ajuda a regar a terra

Encontramos as casas
Brancas, azuis e Amarelas
Não consigo descrever
Como elas são belas

Também há casas de xisto
Com a sua beleza natural
Que bom seria mantê-las
Com a traça original

É uma aldeia pequenina
Com pouca população
Muitas casas estão vazias
Até chegar o verão

Os vários imigrantes
Durante ano estão afastados
Regressam nesta época
Para matar as saudades

As aldeias de Portugal
São recantos de magia
São imagem do passado
E de toda a sua folia

Poema: Eugenia Cruz
2010

3 comentários:

Dina Neves "Corteceguense" disse...

Génia Amiga:
Só hoje tive o prazer de ver o blog com olhos de ver,e de ler,para a seguir fazer o meu comentário. Vou aproveitar este espaço para falar do Almoço da Amizade e tbm deste lindo poema, que escreveste mais uma vez, a falar e elogiar a nossa aldeia...
Génia como eu sempre te disse "Os reconhecimentos têm a hora e o momento certo..." Nós achámos que era o Almoço da Amizade, o ideal para agradecermos e presentearmos com uma Medalha alguém que como eu disse lá, se digna falar,e expandir,noticias e passagens da sua terra natal.Génia a Medalha foi só um empurrão,para que tu não percas nunca esse teu dom em forma de poema.Continua Amiga Cortecega precisa de ti e de mais pessoas como tu .Nos nossos eventos todos são muito importantes desde a Amiga que varre e faz limpeza,lava a loiça,descasca as batatas,até à pessoa que tem a sua formatura. Todos têm o seu valor,seja de vassoura , ou de caneta na mão.
Mais uma vez todos voltaram a contribuir para que nosso Alomço foi mais um sucesso.
Foi emocionante eu ter que guardar o segredo da entrega da medalha até ao momento curcial,e para mim foi anda mais emocionante conseguir expôr a apresentação sem melindrar fosse quem fosse com o nosso reconhecimento,do palco vi várias atitdes faciais assim como em algumas lágrimas a correr cara a baixo, foi pura emoção,no fim fiquei feliz pela merecida entrega.Espero que tenhas tido uma surpresa que fique no teu coração, foi tudo idelizado com muito carinho e apreço.Falo em meu nome e em nome da minha mãe, aquela Mulher de quem falas que é do Esporão, que é a Presidente da nossa Associação e que sempre esteve empenhada em ver a obra a que se propôs concluida.E não é por acaso que temos aquela frase escrita..."quando ainda tudo parecia um sonho...
e muitos não acreditavam...", mas ela sempre acreditou nas suas capacidades, e nas preciosas ajudas,de mão de obra dos habitantes e amigos da da aldeia de Cortecega,não podendo esquecer as ajudas monetárias, incluindo a Junta de Freguesia e Camara Municipal.
Génia vou mais uma elogiar-te, este teu poema está lindo, faz-me voltar atrás e lembrar o adeus que faziam quando alguém de Lisboa vinha fazer uma vizitinha, e só saiam do Cimo da Vinha quando os carros passavam a Portela,e os lenços a branquejar ao longe...Era tudo muito poético, e sincero...
Génia, adorei ler os comentários que te foram dirigidos,e concordo com os falavam da tua homenagem,porque não falares dela e do sentimento que te causou,falar de nós proprios desde que não seja em exagero é cultivante e é sinal que gostamos daquilo que fazemos e nós próprios...
Continua, tens uma AMIGA do teu lado, para o que der e vier...
Bjs

Dina Neves "A tua Amiga..." disse...

Génia:
Lembra esta frase quando precisares de um pouco de alento,foi uma pessoa amiga que um dia ma citou e eu guardei-a na mimha memoria,pode dizer muita coisa."...Porque eu sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura..."
Bjs

Eugénia Cruz disse...

Olá amiga!
Não tenho palavras para agradecer o teu comentário e tantos outros deixado neste pequeno espaço. O meu muito obrigada a todos por se darem a trabalho de ler aquilo que escrevo. Faço com muito carinho pela minha terra e pelas suas gentes, pessoas espectaculares.
Estarei sempre aqui a publicar novidades de lá e a contar como era e é a nossa terra.
Agradeço mais uma vez a surpresa, pois para mim foi mesmo uma grande surpresa, jamais me passaria pela cabeça que a minha aldeia me homenageavam pela sua divulgação.
Um beijo.
Eugénia Cruz

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"