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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"O MEU CASTELO PREFERIDO"

Mais uma vez foi publicado uma história sobre um monumento do nosso lindo concelho-Gois. Esta história inscrita por mim foi publicada no Blog http://www.aldeiadaminhavida.blogspot.com/., cujo o tema da blogagem de Outubro era “O Meu Castelo Preferido.
Só a vou aqui publicar aqui por causa de um dos comentários deixado nesse blog sobre esta minha pequena historia. Achei-o muito bonito e resolvi partilha-lo com vocês caros amigos e leitores.
Aproveito mais uma vez para agradecer ao seu autor Sr. João Celorico, do blog. http://salvaterraeeu.blogspot.com/ que já anteriormente tinha comentado outras histórias sempre através de poesia.


Um encantador Castelo...da Vila de Góis

Este mês o tema é “O meu Castelo Preferido ’’. Pensei de imediato falar de um dos vários castelos existentes em Sintra que já visitei, e onde moro. Mas, pensando melhor, porque não falar e dar a conhecer o pequeno mas encantador Castelo existente na minha linda Vila de Góis? Assim aqui fica uma pequena história deste castelo.

A capela do Castelo é uma construção manuelina coroada de merlões e composta de dois corpos desiguais abobadados sobre nervuras. Das paredes brancas, sobressai a cantaria. Sobre a porta, está representado um brasão de armas. Dentro da capela apenas é digno de nota o retábulo que contém a imagem de Nossa Senhora da Encarnação.

Esta capela foi construída no século XVI, por vontade de D. Luís da Silveira, 17º Senhor de Góis e 1º Conde de Sortelha. A capela sofreu, no entanto, uma série de transformações aquando da sua recuperação, na primeira metade de novecentos. Assume posição de destaque do alto do morro do Castelo, de onde pode apreciar-se bela vista sobre a Vila de Góis e as montanhas que a rodeiam. No seu interior, encontra-se a imagem de Nossa Senhora de Fátima, que é usada todos os anos na Procissão das Velas, que se realiza nos dias 1 e 31 de Maio: no dia 1 a imagem é transportada até à Igreja Matriz, no dia 31 a imagem regressa ao local de origem.

Diz-se que a Capela foi construída com os antigos materiais de uma fortaleza que ali existe.

Um local que a mim me diz muito pois ali passei, na minha juventude, bons momentos, onde namorei com o meu marido e mais tarde foi neste jardim que tirei as fotos do dia do nosso casamento, pois tem um jardim lindíssimo. A vista panorâmica sobre a linda vila de Góis, o Rio Ceira que passa a seus pés, de onde se pode ouvir as águas cristalinas descendo de pedra em pedra, a espada de S. Tiago, trabalhada na própria encosta da Serra do Rabadão. O Parque de Campismo que se encontra mesmo em frente à escadaria principal da Capela do Castelo, onde eu já tive o privilégio de passar uma noite num dos bangalows ali existentes. Ao acordar vinha à porta, que está virada para o castelo.

E assim aqui fica a minha pequena historia para a blogagem de Outubro.

Comentário:
Olá, Eugénia!
Vou guardar a minha curiosidade de saber que castelos são esses que a Eugénia conhece em Sintra e que eu desconheço!
Posto isto, vou comentar apenas o texto.

Eugénia foi ao castelo
mas então que viu ela?
No lugar dum castelo
viu uma linda capela!

Num retábulo, digno de nota,
esta manuelina construção
tem, para a gente devota,
a Senhora da Encarnação!

Também, na sua juventude,
nos diz ali ter passado
bons momentos, amiúde.
Ela e o seu conversado.

Recorda bem cada momento
e, do jardim, suas flores
gravou, no seu casamento,
em belas fotos. A cores!

E lá em baixo o rio Ceira
de tão cristalinas águas
ia correndo, sem canseira
cantarolando nas fráguas.

De Santiago a espada,
é realidade ou visão,
na encosta, trabalhada,
da Serra do Rabadão.

É uma história pequena
mas podia ser comprida.
Posta em escrita amena,
é uma história da vida!

Abraço,
João Celorico

1 comentário:

João Celorico disse...

Olá, Eugénia!
Ao passar por aqui tive a grata surpresa de ver as minhas quadras. O prometido é devido e, cá estão elas!
Oxalá sejam do agrado de mais alguém e não desmereçam esta honraria.
Bem haja e disponha sempre!
Abraço,

João Celorico

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"