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segunda-feira, 15 de junho de 2009

A MINHA ALDEIA

A minha aldeia é a mais bonita de todas as aldeias. Foi ali que nasci há 46 anos atrás. Numa casa velhinha e pequenina mas cheia de amor e carinho. Em frente havia um sobreiro, hoje, já nem as raízes onde eu tantas vezes brinquei, existem.
Para sempre recordar este fim-de-semana resolvi tirar algumas fotos à minha aldeia, para mais tarde as minhas filhas poderem mostrar às suas o que já foi esta terra. Como eu gostaria de ter uma foto do sobreiro que foi um marco na aldeia! Contava a minha mãe, que ali paravam para descançar, as pessoas que passavam para irem para a Cabreira, Sandinha, Capelo etc..
À sua espera, estava sempre um copo de água fresquinha e uma palavra amiga que a minha avó Jacinta e mais tarde a minha mãe davam às pessoas para se refrescarem e animarem.
Assim, vou deixar aqui fotos das ruas de Cortecega, da capela, do sino, do largo das festas, dos fontanários, do posto do antigo telefone Público e do forno de cozer a broa. Tudo isto é maravilhoso, são as raizes às quais eu tenho muito orgulho de pertencer!

O SINO DA CAPELA

FORNO DE COZER A BROA

O LAVADOURO

FONTANÁRIO DO Bº. DA CASTANHEIRA

FONTANÁRIO DA BICA (do ano 1930)

CASA DO TELEFONE PÚBLICO
RUA DO QUELHO DO CABEÇO

RUA DO SOBREIRO
ESCADA DA EIRA
RUA DA QUELHA

LARGO DO FUNDO

RUA DA BICA

LARGO DA CAPELA

2 comentários:

Carvalhal-Miúdo disse...

Gostei de ver estas fotos, assim como de ler a alusão à bela aldeia de Cortecega.
Bom trabalho...
Bem hajam
António Martins

Sobreiras lugar velho do Esporão disse...

Bom dia Cortecega
É sempre bom poder-mos visitar esta aldeia, nesta nova dimensão que é a "blogsfera".Visitei muitas vezes Cortecega no mês de Agosto,a última que ai estive foi num peditório para a festa de S.Miguel,com a nossa amiga Manuela Baptista,aonde em cada casa um familiar um amigo.
As maiores felicidades
A.Filipe

A MINHA ALDEIA

" Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver. "
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"